Diabetes

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Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. Mas o que é insulina? É um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia.

Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto –  a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

TIPOS

DIABETES TIPO 1

Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Tipo 1 de diabetes, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença.

O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)

DIABETES TIPO 2

O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia.

Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)

DIABETES GESTACIONAL

Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudan-ças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hor-mônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glico-se pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro.

Em algumas mulheres, entretanto, este processo não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

Sintomas

O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher e nem sempre os sintomas são identificáveis. Por isso, recomenda-se que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês), como está a glicose em jejum e, mais importante ainda, a glicemia após estímulo da ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância a glicose.

Quais são os fatores de risco?

  • Idade materna mais avançada;
  • Ganho de peso excessivo durante a gestação;
  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • História prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional;
  • História familiar de diabetes em parentes de 1º grau (pais e irmãos);
  • História de diabetes gestacional na mãe da gestante;
  • Hipertensão arterial na gestação;
  • Gestação múltipla (gravidez de gêmeos)

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)

PRÉ-DIABETES

O termo pré-diabetes é usado quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de Diabetes Tipo 2. Obesos, hipertensos e pessoas com alterações nos lipídios estão no grupo de alto risco.

É importante destacar que 50% dos pacientes nesse estágio ‘pré’ vão desenvolver a doença. O pré-diabetes é especialmente importante por ser a única etapa que ainda pode ser revertida ou mesmo que permite retardar a evolução para o diabetes e suas complicações.

Por que existe essa preocupação? Muitos pacientes, ao serem comunicados de que têm pré-diabetes, não enxergam ali uma oportunidade. Deixam para ‘cuidar’ quando o proble-ma se agravar. Só que o pré-diabetes pode prejudicar nervos e artérias, favorecendo diversos outros males, a exemplo de infarto e derrames (veja em Complicações)

A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle. No entanto, para 60% dos pacientes, a dieta é o passo mais difícil a ser incorporado na rotina. Ao todo, 95% têm dificuldades com o controle de peso, dieta saudável e exercícios regulares. Lembre-se: ninguém morre de diabetes, e sim do mau controle da doença.

De acordo com a International Diabetes Federation, entidade ligada à ONU, existem no mundo mais de 380 milhões de pessoas com diabetes. Na maioria dos casos, a doença está associada a condições como obesidade e sedentarismo, ou seja, pode ser evitada. É possível reduzir a taxa de glicose no sangue com medidas simples. Perder de 5 a 10% do peso por meio de alimentação saudável e exercícios faz uma grande diferença na qualidade de vida. Mexa-se!

Fatores de risco:

Assim como Diabetes Tipo 2, o pré-diabetes pode chegar à sua vida sem que você perceba. Ter consciência dos riscos e buscar o diagnóstico é importante, especialmente se o pré-diabetes for parte do que nós chamamos de ‘síndrome metabólica’:

  • Pressão alta;
  • Alto nível de LDL (‘mau’ colesterol) e triglicérides; e/ou baixo nível de HDL (‘bom’ colesterol)
  • Sobrepeso, principalmente se a gordura se concentrar em torno da cintura

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)

 

COMPLICAÇÕES

As complicações do Diabetes a longo prazo ( quando não controlado)

Altos níveis de glicose no sangue podem provocar alterações nos grandes e pequenos vasos sanguíneos e nos nervos. O Diabetes também pode diminuir a resistência do corpo no combate ás infecções. Pacientes diabéticos que mantém a glicemia elevada apresentam maiores risco de problemas oculares, doença renal, ataques cardíacos, derrame cerebral, pressão alta, má circulação, formigamento nas mãos e nos pés, problemas sexuais, amputações e infecções. O bom controle glicêmico pode ajudar a evitar todas estas complicações descritas.

Os sintomas das complicações envolvem queixas visuais, cardíacas, circulatórias, digestivas, renais, urinárias, neurológicas, dermatológicas e ortopédicas, entre outras.

Por essa razão, é tão importante manter o controle das glicemias no Dia a Dia !

Neuropatia (nervos)

O envolvimento de nervos no paciente diabético pode provocar neurites agudas (paralisias agudas) nos nervos da face, dos olhos e das extremidades. Podem ocorrer também neurites crônicas que afetam os nervos dos membros superiores e inferiores, causando perda progressiva da sensibilidade vibratória, dolorosa, ao calor e ao toque. Os sinais mais característicos da neuropatia são a perda de sensibilidade em bota e luva. Ocorrem ainda deformidades como a perda do arco plantar e as "mãos em prece" e as queixas de formigamentos e alternância de resfriamento e calores nos pés e pernas; principalmente, à noite e chegando até ao aumento,diminuição ou ausência de sensibilidade nas extremidades.

Cardiopatia (coração)

Pacientes diabéticos – na grande maioria que possui Diabetes Tipo 2 - apresentam maior prevalência de hipertensão arterial, obesidade e colesterol .Em casos de tabagismo associado, o risco de doença cardivascular é ainda maior. A doença cardíaca pode envolver as artérias coronárias, o músculo cardíaco e o sistema de condução dos estímulos elétricos do coração. Como o paciente apresenta em geral também algum grau de alteração dos nervos do coração, as alterações cardíacas podem ocorrer sem que nenhum sintoma se manifeste, sendo descobertas apenas na presença de graus avançados de doenças cardiovasculares: o infarto agudo do miocárdio, a insuficiência cardíaca e as arritmias.

Problemas Circulatórios

As alterações circulatórias se manifestam por arteriosclerose de diversos vasos sangüíneos e são freqüentes as complicações que obstruem vasos importantes: as artérias carótidas, aorta, ilíacas, e diversas outras das extremidades. Essas alterações são particularmente importantes nos membros inferiores (pernas e pés), que associadas às alterações circulatórias, dos nervos periféricos ( neuropatia periférica), infecções fúngicas e bacterianas e úlceras de pressão; compõem o chamado "pé diabético" que pode levar em estágios mais avançados à amputação de membros inferiores, com grave comprometimento da qualidade de vida dessas pessoas.

Problemas Digestivos (Gastroparesia)

Pacientes diabéticos podem apresentar comprometimento da inervação do tubo digestivo, com consequente diminuição da motilidade do trato gastro intestinal. Tais alterações podem provocar distensão abdominal,e vômitos com resíduos alimentares e diarréia. A diarréia é caracteristicamente noturna e ocorre sem dor abdominal significativa; freqüentemente associado com incapacidade para reter as fezes (incontinência fecal).

Fatores de Risco
  • Obesidade, (inclusive a obesidade infantil).
    • Hereditariedade
    • Falta de atividade física regular
    • Hipertensão
    • Níveis altos de colesterol e triglicérides
    • Uso de determinados medicamentos, à base de cortisona
    • Idade acima dos 40 anos (para o Diabetes Tipo 2)
    • Estresse emocional
Retinopatia (Olhos)

O paciente com Diabetes mellitus descompensado apresenta geralmente visão turva. As complicações, a longo prazo, envolvem redução da qualidade visual e visão turva que podem estar associadas a catarata ou a alterações da retina, a retinopatia diabetica, que pode desencadear descolamento de retina, hemorragia vítrea e até cegueira.

Nefropatia (rins)

O comprometimento dos rins no paciente diabético evolui lentamente e sem sintomas, e estes quando ocorrem já significam perda de função renal significativa. São exemplos: inchaço nas pernas e nos pés (edema de membros inferiores), pressão arterial de difícil controle, anemia e perda de proteínas pela urina (proteinúria), confusão mental e coma metabólico.

 

ALIMENTAÇÃO

Hoje em dia, a orientação para as pessoas com diabetes é que sigam a mesma alimentação saudável recomendada à população em geral. Muitas vezes pensamos que teremos de fazer uma dieta rigorosa, mas na verdade o que se espera é um planejamento e organização dos hábitos alimentares. Isto quer dizer que teremos que ter uma maior atenção quanto às escolhas dos alimentos e a quantidade consumida. O bom senso é o grande segredo para uma alimentação correta: pequenas quantidades, alimentos saudáveis, pouca gordura, muita fibra.

Algumas dicas são importantes para pensar na sua alimentação:

  1. É fundamental que a dieta seja seguida todos os dias, mesmo nas férias e finais de semanas.
  2. Não coma muito numa refeição, ficando depois várias horas sem comer.
  3. Distribua os alimentos em 5 a 6 refeições ao dia. Não deixe de fazer o café da manhã! Se não puder fazê-lo em casa, leve um lanche reforçado para a escola ou trabalho. É importante comer pouca quantidade por vez e várias vezes por dia, tentar manter um intervalo de 3 a 4 horas entre cada refeição.
  4. A pessoa com diabetes principalmente se estiver usando insulina ,deve ter os horários de refeições o mais fixos possíveis, tentando não variar os tipos e quantidades de alimentos nos vários dias, por exemplo:

• O almoço de hoje, deve ser o mais parecido possível com o de ontem e o de amanhã, etc.
• Se for atrasar uma refeição principal (almoço ou jantar) coma alguma coisa mais leve, enquanto espera.
• Se você não fizer isso, pode ter uma hipoglicemia. (queda dos níveis de glicose sanguíneo).

  1. Nos lanches, comece sempre pelas frutas (evite sucos), mas não exagere na quantidade. Nenhum tipo de fruta é proibido! Porém, cuidado com os sucos, Um copo de suco de laranja por exemplo contém 3 a 4 laranjas, e daí sua taxa de glicemia subirá muito, portanto não é bom tomá – lo.
  2. No almoço e jantar, continue a comer o tradicional arroz com feijão. Ao contrário do que muitos pensam, eles não fazem mal, não engordam, e ainda nutrem muito.
  3. A metade do prato deve ser de vegetais coloridos, principalmente os verde-escuros e amarelos. Pode ser na forma de salada crua e/ou vegetais cozidos.
  4. Evite molhos gordurosos.
  5. Escolha pequenas porções de carnes magras e faça rodízio entre as brancas, vermelhas ou ovo.
  6. Gorduras devem ser evitadas – principalmente se você estiver com excesso de peso ou tiver alterações de colesterol e triglicérides. Evite gorduras de origem animal.
  7. Evite os açúcares e alimentos açucarados. Se precisar utilize adoçante em pequena quantidade. Evite os adoçantes a base de frutose.
  8. Só opte por produtos dietéticos se tiver certeza de que o mesmo atende as suas necessidades.
  9. Evite frituras e diminua o consumo de gorduras animais: carnes gordas, queijos (exceto os mais magros como, por exemplo, ricota, minas frescal, cottage), embutidos, manteiga, margarina, requeijão, creme de leite.
  10. Diminua o sal. Grande parte das pessoas com diabetes também apresentam pressão arterial elevada.
  11. Procure usar alimentos menos processados: pães integrais, aveia, arroz integral, macarrão integral, etc. Cereais integrais (arroz e trigo integral) são melhores, porém cereais refinados também podem ser consumidos. Os integrais , por demorarem mais tempo para serem digeridos, não produzem um “pico” na glicemia pós-prandial. Sempre que puder, de preferencia a eles
  12. Evite bebida alcoólica.
  13. Tome água várias vezes ao longo do dia.

Fontes de consulta: Sites Dr. Walter Minicucci, Sociedade Brasileira de Diabetes

EXERCÍCIOS

A atividade física é extremamente recomendada a todos as pessoas que tem Diabetes, pois ajuda muito o controle das glicemias ao longo do dia.

Porém, é muito importante que a prática seja acompanhada pelo seu medico e por um educador físico para que insulina, alimentação e sintomas sejam acompanhados de perto.
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Valores de Glicemia acima de 250 mg/dL e presença de cetonemia (corpos cetônicos no sangue) contra-indicam a realização de exercícios, sob o risco de aumento da glicemia (hiperglicemia). Por isso é tão importante conversar com seu medico!!!

É importante ser informado sob efeitos provocados pelos medicamentos utilizados pela pessoa, para evitar qualquer tipo de complicação:

  • Pacientes que ingerem simultaneamente insulina e agentes betabloqueadores, podem mascarar os sintomas de hipoglicemia e de elevação da freqüência cardíaca.
  • Praticar exercícios nos horários de pico da insulina circulante aumenta o risco de hipoglicemia induzida pelo exercício.
  • Se existe a presença de complicações associadas: problemas nos rins (nefropatia), nos olhos (retinopatia), nos nervos (neuropatia) e no coração (cardiopatia) podem ser agravadas se a atividade não for adequada ao real estado de saúde do paciente.

O primeiro passo para prescrição de exercício é solicitar um exame que relate a condição dos níveis sangüíneos de glicose. É também necessária a realização de uma avaliação física, antes de iniciar o programa de exercícios.

Precauções quanto à prática de exercícios:

Os Diabéticos Tipo 1 devem precaver-se quanto à prática de atividade física (logo após a aplicação de insulina) no horário de pico da insulina. A prática de exercícios ao final da tarde e início da noite aumentam o risco de hipoglicemia noturna..

No caso dos Diabéticos Tipo 2, os exercícios ajudarão a perder ou a manter o peso corporal. Deve-se tomar cuidado com os exercícios que contribuem para que o sobrepeso do paciente não comprima os vasos e comprometa a circulação sangüínea.
Diabéticos bem controlados devem tomar cuidado com hipoglicemia que pode ocorrer antes, durante, logo após ou no decorrer 48 horas seguintes ao término da atividade física, pois o nível de glicose continuará a cair.

No caso de pacientes DM1 que fazem uso da Bomba de Insulina, o acompanhamento médico é muito importante, pois em alguns casos é recomendado que o paciente desligue a bomba antes, durante e um tempo ( calculado) depois do exercício ( e isso não deve ser feito por conta própria).
Considerando os diabéticos mau controlados, a atividade física pode elevar o nível de glicose no sangue e também produzir ou elevar os corpos cetônicos de forma indesejável. Durante um longo período de glicemias altas, recomenda-se em alguns casos o repouso.

Fonte: Clube do Diabetes 

SAÚDE MENTAL

Quem pensa que Diabetes e saúde mental não estão interligados se engana! Essa relação é muito pouco falada, mas está presente na vida de muitos que vivem nessa condição.

Diabetes, Depressão e Ansiedade
Muitos estudos divulgados por instituições renomadas de saúde e pesquisa, como a ADA (Associação Americana de Diabetes) e a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) demonstram que a depressão e distúrbios de ansiedade ocorrem duas vezes mais em portadores de diabetes (tanto DM1 quanto DM2) do que na população em geral, com prevalência maior em mulheres.

Alguns dos motivos para tal prevalência são: os efeitos fisiológicos de oscilação do açúcar no sangue que podem contribuir para a instalação de condições depressivas, fatores genéticos e os efeitos psicológicos por ter que cuidar de uma condição 24 horas por dia e sete dias por semana, sem pausa para descanso.

Círculo vicioso
Tanto os transtornos de ansiedade quanto a depressão causam um impacto no controle da glicemia e, por sua vez, o Diabetes quando mal controlado instensifica os sintomas depressives e de ansiedade. Esse estado emocional na grande maioria das vezes precisa ser acompanhado de perto, por um psicólogo ou psiquiatra.

Transtornos alimentares
Outra questão bastante importante é que uma vez a depressão instalada, ela abre a porta para outras condições como os transtornos alimentares, que acometem em média duas a três vezes mais pessoas com diabetes do que a população em geral, em especial jovens mulheres com Diabetes Tipo 1.

Eating Recovery Center, centro referência no tratamento de transtornos alimentares dos EUA, explica a relação “Um foco necessário na alimentação e restrição dietética para o tratamento do diabetes tipo 1, como a contagem de carboidratos, o planejamento de refeições e a restrição alimentar, que embora sejam parte importante do gerenciamento do diabetes, por outro lado, podem criar um foco demasiado na comida, números e controle”.

Diabulimia
Um dos transtornos alimentares mais comuns entre pacientes DM1 é a Diabulimia – mas não exclusivamente, pois pessoas com diabetes também estão sujeitas a outros transtornos como bulimia, anorexia e compulsão alimentar.
A Diabulimia, pouco conhecida pela maioria das pessoas, acontece quando o diabetico, com a intenção de perder peso, passa a aplicar uma dose de insulina melhor do que a necessária, ou então omite as doses. Esta pratica pode ser somada a comportamentos compensatórios purgativos como vômitos, uso de laxantes, diuréticos ou exercício físico de forma excessiva.

Os principais sinais de alerta são:

  • Não aderência ao tratamento prescrito para o diabetes
  • Controle metabólico instável evidenciado pelos níveis elevados e Hemoglobina Glicada (A1c)
  • Hiperglicemia (constante)
  • Evitar que os pais observem a autoaplicação de insulina
  • Ganho ou perda significativa de peso
  • Dietas frequentes e preocupação excessiva com o planejamento das refeições e composição dos alimentos
  • Visão negativa da imagem corporal / baixa autoestima
  • Sintomas depressivos, incluindo o humor triste, baixa de energia, falta de concentração, fadiga e sono interrompido. Embora a depressão e comportamento alimentar perturbado muitas vezes coexistem, diabetes mal controlado também pode contribuir diretamente para sintomas depressivos.

*Fonte: Site SBD, Sociedade Brasileira de Diabetes

Caso você suspeite que isso esteja acontecendo com você ou sua filha(o), busque apoio profissional de um psicólogo e/ou psiquiatra, seu médico e também de uma comunidade, pois ter ao seu lado outras pessoas com quem possa falar e trocar experiências sobre o que está passando é fundamental.

Prevenção
Além de tratar o problema, é importante primeiramente preveni-lo. Sabendo da maior propensão que as pessoas com diabetes têm de desenvolver quadros de saúde mental (que por sinal, ninguém está livre). É importante que seu estilo de vida seja saudável a fim de prevenir episódios depressives. E isso é possível! Confira algumas dicas:

  • Mantenha um bom controle glicêmico, porém saiba que oscilações acontecerão – afinal você tem diabetes – e o importante ;e corrigir e entender o porquê daquilo ter acontecido. Evite cair no erro de buscar a perfeição no diabetes e na vida, pois esse é um dos comportamento que leva as pessoas a muitos problemas de saúde mental
  • Pratique atividade física de forma saudável e equilibrada, afinal, o exercício ajuda muito no diabetes, no seu bem estar, na sua saúde física e na sua sa;ude psicológica. Evite excessos! Pratique seus exercícios com consciência e acompanhamento
  • Pratique a autoaceitação e o amor próprio. Sim, pratique! Pois esses comportamentos não são necessariamente algo natural para nós, pois geralmente não somos ensinados a nos amar; pelo contrário, aprendemos a nos criticar e nos julgar. Aprenda a valorizar as coisas que você faz, a se elogiar, se admiriar. Por mais que isso pareça difícil, aos poucos sua auto estima vai aumentando, acredite!Como diz o  psiquiatra e psicoterapeuta Jung “Quando me aceito como sou, então posso mudar”

Ou seja, viva sua vida com diabetes, com equilíbrio, autocuidado e quando sentir que é momento de pedir ajuda busque o apoio que merece e precisa!

Fonte: Site Divabética 

 

TRATAMENTOS

Uma das coisas mais importantes é controlar o nível de glicose no sangue, para evitar complicações. A medição é simples e na maioria das vezes realizada com um glicosímetro. Mesmo que você tenha alguma dificuldade, um profissional de saúde poderá lhe ajudar! Acredite, em breve o gerenciamento se tornará algo natural na sua vida.

É importante seguir as orientações para que a medição seja feita nos horários corretos, nas situações corretas e com a frequência ideal. Com esses dados, é possível tomar as melhores decisões. É importante anotar ou registrar em aplicativos gratuitos para o celular esses dados. Assim, vai ser possível perceber claramente a interação entre os medicamentos, a atividade física, a alimentação e o modo como você está se sentindo.

Seu médico endocrinologista irá definir junto com você e a equipe quais os valores ideais de glicemia , melhor dieta e quantidade de insulina e/ou medicamentos.

Todas as pessoas, tendo ou não diabetes, devem ter uma alimentação saudável, regulando a quantidade de doces e gordura ingeridos, por exemplo. Isso ajuda a manter o peso saudável. E sempre é bom lembrar: se você está acima do peso considerado ideal para o seu perfil, emagrecer vai ajudar muito no controle da doença. E, mesmo que você não chegue ao peso ideal, uma perda de 10 a 15% já representa uma vida muito mais saudável. Pense nisso!

Para quem tem diabetes tipo 1, uma ferramenta muito importante é a contagem de carboidratos. Você pode anotar os valores ou colocar também em aplicativos para o celular. Mas já existem apps para quem tem Diabetes Tipo 2 que ajudam muito no controle!

Viver bem com o Diabetes é algo que não precisa pesar no seu dia a dia:

  • Cuide de sua alimentação e do seu peso corporal
  • Mantenha exames em dia
  • Monitore suas glicemias
  • Se exercite diariamente
  • Descanse! O cansaço também ajuda a descompensar o Diabetes
  • Cuide bem da sua saúde emocional

E qual é o melhor medicamento?

Os medicamentos para controle do diabetes estão sempre evoluindo, e o médico é a pessoa mais capacitada para indicar aquele que se adapta ao seu perfil. Eles ajudam o pâncreas a produzir mais insulina, diminuem a absorção de carboidratos e aumentam a sensibilidade do organismo à ação da insulina.

Lembrando que nem sempre serão necessários medicamentos por longos períodos: no caso do Diabetes Tipo 2, a mudança no estilo de vida pode ser suficiente. Outra coisa que uma pessoa que acabou de receber o diagnóstico deve saber é que os remédios são modificados ao longo do tempo, de acordo com a idade e com o comportamento da taxa de glicemia.

Às vezes, o controle glicêmico só é obtido com injeções de insulina. Algumas pessoas necessitam receber esta substância ao mesmo tempo em que fazem uso de medicamentos. A frequência com que você recebe insulina depende de quanto o seu corpo ainda produz e de como o seu médico pretende controlar o seu nível glicêmico.

Diabetes Tipo 1

Tratamento de Diabetes tipo 1

O tratamento de diabetes tipo 1 correto envolve manter uma vida saudável e o controle da glicemia, a fim de evitar possíveis complicações da doença. Os principais cuidados para tratar o diabetes incluem:

  • Exercícios físicos: A atividade física é essencial no tratamento do diabetes para manter os níveis de açúcar no sangue controlados e afastar os riscos de complicações
  • Controle a dieta: Quem tem Diabetes tipo 1 tem a possibilidade de contar carboidratos e programar corretamente as doses de insulina
  • Automonitorização da glicemia várias vezes ao dia

Tipos de insulina

Insulina regular: é uma insulina rápida e tem coloração transparente. Após ser aplicada, seu início de ação acontece entre meia e uma hora, e seu efeito máximo se dá entre duas a três horas após a aplicação.

Insulina NPH: é uma insulina intermediária e tem coloração leitosa. A sigla NPH que dizer Neutral Protamine Hagedorn, sendo Hagedorn o sobrenome de um dos seus criadores e Protamina o nome da substância que é adicionada à insulina para retardar seu tempo de ação. Após ser aplicada, seu início de ação acontece entre duas e quatro horas, seu efeito máximo se dá entre quatro a 10 horas e a sua duração é de 10 a 18 horas.

Análogo de insulina: moléculas modificadas da insulina que o nosso corpo naturalmente produz, e podem ter ação ultrarrápida ou ação lenta. Existem alguns tipos de análogos ultrarrápidos disponíveis no mercado brasileiro, são eles: Asparte, Lispro e Glulisina. Após serem aplicados, seu início de ação acontece de cinco a 15 minutos e seu efeito máximo se dá entre meia e duas horas. São encontrados também dois tipos de ação longa: Glargina e Detemir. A insulina análoga Glargina tem um início de ação entre duas a quatro horas após ser aplicada, não apresenta pico de ação máxima e funciona por 20 a 24 horas. Já o análogo Detemir tem um início de ação entre uma a três horas, pico de ação entre seis a oito horas e duração de 18 a 22 horas.

Pré-mistura: consiste de preparados especiais que combinam diferentes tipos de insulina em várias proporções. Podem ser 90:10, ou seja 90% de insulina lenta ou intermediária e 10% de insulina rápida ou ultrarrápida. Eles também pode ter outras proporções, como 50:50 e 70:30.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)

 

Diabetes Tipo 2

Tratamento de Diabetes tipo 2

O tratamento do diabetes tipo 2 visa baixar os níveis de glicose no sangue do paciente e cuidar para que ele não sofra nenhum tipo de complicação. Os principais cuidados para tratar o diabetes tipo 2 incluem:

  • Exercícios físicos, eles são imprescindiveis e o ideal é pratica-los pelo menos 3 vezes por semana
  • Controle da dieta, coma bem, frutas , verduras, legumes, carnes magras. Não exagere

·  Verificar a glicemia, mantenha sempre um glicosímetro por perto

· Maneire no consumo de bebidas alcoólicas

· Evite saunas e escalda pésAumente os cuidados com os olhos, consulte um ofttalmologia com frequênciaControle o estresse, aprenda a extravazar de uma forma saudável, como meditação, esporte, sair com amigos
Corte o cigarro
Cuide da saúde bucal, visite o dentista regularmente

  • Cuide das comorbidades : em geral o diabetes tipo 2 vem acompanhado de outros problemas, como obesidade, sobrepeso, sedentarismo, cholesterol e triglicerídeos elevados, hipertensão. Lembre-se, se você possui algum desses problemas, é necessário que seja acompanhado por medicos especialistas

Medicamentos usados para o tratamento do Diabetes Tipo 2

  • Inibidores da alfaglicosidase:são medicamentos que retardam a digestão e absorção de carboidratos no intestino. Os carboidratos vão determinar o aumento da glicose no sangue, então ao bloquear a absorção pretende-se evitar que o carboidrato que foi ingerido cause aumento da glicemia. Seu principal uso é no controle do aumento da glicose após as refeições. No Brasil, temos disponível o medicamento acarbose, via oral.
  • Biguanidas: a principal representante dessa classe é a metformina, via oral. A metformina reduz a produção hepática de glicose e combate a resistência à insulina e não causa hipoglicemia. Pelo seu efeito de agir diretamente na causa do diabetes tipo 2, que é a resistência insulínica, é o primeiro medicamento a ser pensado para começar o tratamento do diabetes tipo 2. Pode causar intolerância gastrointestinal e existem opções de comprimidos com liberação lenta que podem ser utilizados naqueles pacientes que apresentam intolerância gastrointestinal.
  • Sulfonilureias: Estimulam a produção pancreática de insulina pelas células beta do pâncreas, mas podem causar hipoglicemia. São representantes mais conhecidos e utilizados desta classe: glibenclamida, gliclazida e glimepirida, todos via oral.
  • Tiazolidinedionas: São medicamentos que agem dentro do núcleo celular, em um receptor chamado ppar-gama. Os efeitos dessa ativação incluem a redução da resistência insulínica, principalmente no músculo e tecido adiposo, agindo então na causa do diabetes tipo 2. Existem um representante da classe: pioglitazona, via oral. Ele pode gerar aumento de peso.
  • Inibidores enzima DPP-4: sitagliptina, vildagliptina, saxagliptina, alogliptina e linagliptina são alguns medicamentos desta nova classe, todos ministrados via oral. O nosso intestino libera um peptídeo chamado GLP-1 imediatamente após a alimentação. A função do GLP-1 é estimular a liberação de insulina, diminuir a produção da glicose no fígado e aumentar a sensibilidade à insulina, dentro outras funções. O GLP-1 é rapidamente degradado pela enzima DPP-4, então esses medicamentos bloqueiam a DPP-4 e aumentam a ação do GLP-1. Por estimular a secreção de insulina, o GLP-1 é chamado de “incretina”.
  • Inibidores do SGLT-2:dapagliflozina, empagliflozina e canagliflozina são medicamentos desta classe, todos ministrados via oral. Atuam através de uma maior excreção de glicose pela urina.
  • Glinidas: repaglinida, via oral. Age também estimulando a produção de insulina pelo pâncreas, mas diferentemente das sulfoniluréias, seu efeito é mais rápido. Além disso, o efeito das glinidas é dependente da glicose, logo o efeito será maior quanto maior for a glicose. A redução da hemoglobina glicada é de 0,5 a 1,5%.
  • Injetáveis: Para o tratamento do diabetes tipo 2 existe uma classe de medicamentos chamada análogos do GLP-1, que é injetável. O exenatide é um análogo sintético do GLP-1, o hormônio que estimula o pâncreas a produzir insulina. Foi o primeiro análogo a ser comercializado e quando adicionado ao tratamento dos pacientes que já utilizavam metformina e sulfoniluréias, levou à uma redução adicional de 1,1% da hemoglobina glicada. O liraglutide é um análogo de GLP-1, aplicado uma vez ao dia e quando usado no tratamento de pacientes com diabetes apresentou melhora do controle glicêmico e redução do peso corporal.

Medicamentos para Diabetes tipo 2

Os medicamentos mais usados para o tratamento de diabetes do tipo 2 são:

  • Diamicron MR
  • Glibenclamida
  • Gliclazida
  • Glifage XR
  • Glimepirida
  • Galvus
  • Galvus Met
  • Metformina
  • Victoza

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Pacientes com diabetes devem ser orientados a:

  • Realizar exame diário dos pés para evitar o aparecimento de lesões
  • Manter uma alimentação saudável
  • Utilizar os medicamentos prescritos
  • Praticar atividades físicas
  • Manter um bom controle da glicemia, seguindo corretamente as orientações médicas.

Fonte: Clube do Diabetes  e Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)

Diabetes Gestacional

Tratamento do Diabetes Gestacional

Se você tem diabetes gestacional, você deverá fazer mudanças de estilo de vida para ter uma gravidez tranquila:

·  Monitorar seu açúcar no sangue: Enquanto você estiver grávida, deverá verificar o seu açúcar no sangue quatro a cinco vezes por dia - de manhã em jejum e após as refeições - para se certificar de que eles permanecem dentro de uma faixa saudável.

· Dieta saudável : Comer os tipos certos de alimentos em porções saudáveis é uma das melhores maneiras de controlar o açúcar no sangue e evitar o ganho de peso.

·  Exercício: A atividade física regular tem um papel fundamental no plano de bem-estar antes, durante e após a gravidez. Exercício reduz o nível de açúcar no sangue, estimulando o corpo a mover a glicose para as células, onde é utilizada para produzir energia.

·  Medicamentos : Se a dieta e o exercício não são suficientes, você pode precisar de injeções de insulina para baixar o açúcar no sangue.

· Monitorização cuidadosa do seu bebê: Uma parte importante do seu plano de tratamento está em observar seu bebê. O médico pode monitorar o crescimento e desenvolvimento do bebê com ultrassons e outros testes.

Pré Diabetes

Tratamento de Pré-diabetes

Na maior parte dos casos o tratamento do pré-diabetes vai se iniciar com as orientações para modificação de hábitos de vida: dieta com redução de calorias, gorduras saturadas e carboidratos, principalmente os simples, além do estímulo à atividade física. Em alguns casos, o médico responsável poderá optar, junto com o paciente, por iniciar tratamento com medicação para prevenir a evolução para o diabetes.

Nos pacientes com pré-diabetes, se estão em sobrepeso ou obesidade, a perda de cerca de 5% a 7% do peso corporal já leva a uma melhora metabólica importante. Com o uso de medicação de forma associada, também é possível evitar a progressão do pré-diabetes para diabetes em muitos casos.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e Clube do Diabetes

 

LEIS

Existem leis criadas para proteger o portador de Diabetes, que garantem acesso ao tratamento adequado para qualidade de vida e bem estar. Confira as leis federais e estaduais que asseguram esses direitos.

Leis Federais

LEI Nº 11.347 DE 27/09/2006: prevê a distribuição gratuita de medicamentos e insumos aos portadores de diabetes, inscritos em um programa de educação em diabetes.   PORTARIA MINISTERIAL Nº 2583 DE 10/10/07: Define o elenco de medicamentos e insumos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde. MS - PORTARIA Nº. 1.820, DE 13.08.2009: Dispõe sobre os direitos e deveres dos usuários da saúde. LEI Nº 7713 DE 22/12/1988: No artigo 6º, inciso XIV, está prevista a isenção de imposto de renda para os portadores de diabetes que já possuam complicações da diabetes, tais como: cegueira, cardiopatia e nefropatia graves. LEI Nº 11.052 DE 29/12/2004: que altera o inciso XIV da LEI Nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pela LEI Nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, para incluir entre os rendimentos isentos do imposto de renda os proventos percebidos pelos portadores de hepatopatia grave. PORTARIA Nº. 4.217, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2010: Aprova as normas de financiamento e execução do Componente Básico da Assistência Farmacêutica, incluindo o Elenco de Referência Nacional do Componente Básico da Assistência Farmacêutica Inscritos em programas de educação para diabéticos.   LEI Nº 12.401, DE 28/04/11 DOU DE 29/04/11 P.1 SEÇÃO 1 Nº 81: Altera a LEI Nº 8.080, de 19/09/1990, para dispor sobre a assistência terapêutica e a incorporação de tecnologia em saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS. PORTARIA Nº 533, DE 28 DE MARÇO DE 2012: Estabelece o Elenco de Medicamentos e Insumos da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais no Âmbito do SUS.

Fonte: Texto extraído do site ADJ Diabetes Brasil

Lei Estadual para Diabetes no Estado de São Paulo

LEI ESTADUAL Nº 10782, DE 09/03/2001: Define diretrizes para uma política de prevenção e atenção integral à saúde da pessoa portadora de diabetes, no âmbito do Sistema Único de Saúde, no Estado de São Paulo. LEI Nº 10.241, DE 17 DE MARÇO DE 1999 "dispõe sobre os direitos dos usuários dos Serviços e das ações de saúde no Estado e dá outras providências". LEI Nº 11.370, DE 28 DE MARÇO DE 2003: Assegura o ingresso no serviço público estadual de pessoas portadoras de diabetes, aprovados em concurso público, e dá outras providências.

 

Fonte: Texto extraído do site ADJ Diabetes Brasil

Lei Municipal para Diabetes no Estado de São Paulo

DECRETO MUNICIPAL Nº 43.237, DE 22/05/2003: Regulamenta a LEI N° 13.285, DE 09 - 01 - 2002, que cria o Programa de Prevenção ao Diabetes e à Anemia Infantil na Rede Municipal de Ensino da cidade de São Paulo, e dá outras providências. 2) LEI Nº 11.766 - 17/05/95 - MUNICIPAL: Institui o Dia Municipal de Prevenção ao Diabetes e dá outras providências. 3) LEI Nº 11.845 - 06/07/1995 - MUNICIPAL: Institui no Município de São Paulo o programa de doação de seringas descartáveis e insulina a portadores de Diabetes Melittus em toda a Rede Municipal de Saúde. 4) LEI Nº 12.496 - 10/10/1997 - MUNICIPAL: Altera o art. 3º da LEI Nº 11.845, DE 06/07/1995. 5) LEI Nº 10.816 - 01/06/2001: Institui o dia Estadual de Prevenção do Diabetes, com o objetivo central de examinar, cadastrar, esclarecer e conscientizar preventivamente sobre o diabetes. 6) LEI Nº 13.205 - 08/11/2001: Dispõe sobre a obrigatoriedade das escolas e creches municipais manterem alimentação diferenciada aos diabéticos em sua merenda escolar. 7) LEI Nº 13.285 - 09/01/2002 - MUNICIPAL: Cria o Programa de Prevenção ao Diabetes e à Anemia Infantil, na rede Municipal de Ensino e dá outras providências. 8) LEI Nº 13.445 - 23/10/2002: Dispõe sobre alteração ao artigo 2º da LEI Nº 11.845, DE 06/07/1995, que institui o programa de doação de seringas descartáveis e insulina aos portadores de diabetes melittus e dá outras providências.

 

Fonte: Texto extraído do site ADJ Diabetes Brasil

Lei Estadual para Diabetes no Rio de Janeiro

LEI ESTADUAL Nº 1751, DE 26/11/1990: Dispõe sobre a obrigatoriedade de poder público instituir, como direito do cidadão, uma política de saúde preventiva do diabetes no Rio de Janeiro. LEI ESTADUAL Nº 3436, DE 03/07/2000: Dispõe sobre a criação de campanhas permanentes de prevenção, controle à diabetes pelo poder executivo em todo Estado do Rio de Janeiro. LEI ESTADUAL Nº 3885, DE 26/06/2002: Define diretrizes para uma política de prevenção e atenção integral à saúde da pessoa portadora de diabetes, no âmbito do Sistema Único de Saúde, no Rio de Janeiro, e dá outras providências. LEI ESTADUAL N° 4119, DE 1º/07/2003: Dispõe sobre a distribuição gratuita de medicamentos e materiais necessários à sua aplicação e à monitorização da glicemia capilar aos portadores de diabetes. Para receber o benefício, o paciente deve estar inscrito no cadastro para pessoas com diabetes em unidade de saúde do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Texto extraído do site ADJ Diabetes Brasil

Lei Estadual para Diabetes do Distrito Federal

LEI DISTRITAL 640, DE 10/01/94: Dispõe sobre a distribuição de medicamentos e tiras reagentes no Distrito Federal. LEI Nº. 10.858, DE 13 DE ABRIL DE 2004. Autoriza a Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz a disponibilizar medicamentos, mediante ressarcimento, e dá outras providências;

Fonte: Texto extraído do site ADJ Diabetes Brasil

Lei Estadual para Diabetes no Rio Grande do Sul

PORTARIA Nº 74, DE 27/12/2002: A Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul aprovou a concessão de insumos adicionais necessários à monitorização domiciliar da glicemia capilar aos usuários do Sistema Único de Saúde, que estejam sendo atendidos pelos serviços públicos e/ou conveniados, dentro da área de abrangência de cada coordenadoria de saúde. Fica estabelecido, então, que serão fornecidos glicosímetros e 100 fitas reagentes, mensalmente, para indivíduos portadores de Diabetes Mellitus tipo 1 em tratamento intensivo com insulina.Fonte: Texto extraído do site ADJ Diabetes BrasilFonte: Texto extraído do site ADJ Diabetes Brasil

Lei Municipal para Diabetes em Foz do Iguaçu / Paraná

LEI MUNICIPAL Nº 2661, DE 30/09/2002: Define diretrizes para uma política de prevenção e atenção integral à saúde da pessoa portadora de diabetes, no âmbito do município de Foz do Iguaçu, no Estado do Paraná.

Fonte: Texto extraído do site ADJ Diabetes Brasil

Lei Estadual para Diabetes em Mato Grosso do Sul

LEI ESTADUAL Nº 2.611, DE 9 DE ABRIL DE 2003: Estabelece diretrizes para a implantação de política de prevenção e atenção integral à saúde do cidadão portador de diabetes, e dá outras providências. (Esta é uma lei de Campo Grande/MS).

Fonte: Texto extraído do site ADJ Diabetes Brasil

Lei Estadual para Diabetes em Minas Gerais

LEI Nº. 14.533, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2002: Institui política estadual de prevenção do diabetes e de assistência integral à saúde da pessoa portadora da doença no Estado de Minas Gerais;

Fonte: Texto extraído do site ADJ Diabetes Brasil

Lei Estadual para Diabetes em Pernambuco

LEI ESTADUAL Nº 12565, DE 26/04/2004: Define diretrizes para uma política de prevenção e atenção integral à saúde da pessoa portadora de diabetes, no âmbito do Sistema Único de Saúde

Fonte: Texto extraído do site ADJ Diabetes Brasil

Lei Municipal para Diabetes em Vitória ( Espírito Santo)

LEI Nº. 4343, DE 29 DE ABRIL DE 1996: Assegura o fornecimento gratuito de medicamentos e insumos destinados ao tratamento e controle de diabetes pela Rede Municipal de Saúde, na forma que menciona, e dá outras providências; LEI Nº. 7.706, DE 05 DE JANEIRO DE 2004: Isenta as entidades beneficentes de assistência social do pagamento de alguns emolumentos; LEI Nº. 6639, DE 28 DE JUNHO DE 2006: Fica estabelecida a obrigatoriedade do uso, na merenda escolar de alimentação especial adaptada para crianças e adolescentes portadores de diabetes mellitus em todas as escolas da rede pública municipal; LEI Nº. 7.132, DE 26 DE NOVEMBRO DE 2007: Fica instituído o dia 14 de novembro, no âmbito do Município de Vitória, como Dia do Diabetes;

Fonte: Texto extraído do site ADJ Diabetes Brasil

 

SEUS DIREITOS

Você sabia que nós diabéticos temos direitos previstos em lei para o tratamento adequado da doença?

Abaixo selecionamos os links para os sites da ADJ ( Associação Diabetes Juvenil) e SBD ( Sociedade Brasileira de Diabetes). Confiram!

http://www.adj.org.br/Diabetes-Nossos-Direitos

http://www.diabetes.org.br/perguntas-e-respostas/diabetes-e-leis

Fonte: Clube do Diabetes 

Estudantes Relevantes

Publicamos aqui alguns estudos relevantes sobre Diabetes, sejam eles sobre tratamento, tecnologia ou prevenção de complicações. Confira!

Diabetes

Evidências sugerem que o diabetes tipo 2 pode afetar a função cerebral mais cedo do que os pesquisadores pensavam.

Um estudo australiano se propôs a ver como a demência afeta a saúde do cérebro. Embora o diabetes tenha sido associado a maiores riscos de demência, há evidências que sugerem que o risco pode ser reduzido por meio de um estilo de vida saudável e da obtenção de níveis saudáveis de glicose no sangue.

O julgamento envolveu 705 pessoas por quatro anos e meio que não sofriam de demência. Desse número, 348 tinham diabetes tipo 2.

Aqueles que tiveram diabetes e participaram eram um pouco mais jovens, com cerca de 68 anos, em comparação com a média de 72 dos voluntários que não tinham a doença.

Durante todo o estudo, todos os participantes foram submetidos a exames cerebrais para procurar o encolhimento do tecido - conhecido como atrofia cerebral. Eles também participaram de testes cognitivos avaliando habilidades verbais.

Aqueles com diabetes já apresentavam evidências de menor volume cerebral no início, sugerindo que as mudanças no cérebro começam muito antes do que se pensava naqueles com diabetes, talvez até na meia-idade. No entanto, nenhum encolhimento cerebral adicional foi observado ao longo do estudo.

A principal autora, Michele Callisaya, da Universidade da Tasmânia, em Hobart, na Austrália, disse: "Recomendações para uma boa saúde cerebral incluem a atividader física , seguir uma dieta saudável , manter um peso saudável, verificar a pressão arterial e o colesterol , desafiar mentalmente o cérebro e desfrutar de atividades sociais. "

A equipe também encontrou evidências que sugerem que o diabetes afeta as habilidades de fala das pessoas mais velhas, conhecidas como fluência verbal. sem a condição não experimentar um declínio em tudo.

Os pesquisadores fizeram notar que todos os participantes com diabetes tipo 2 tinham bem controlados os níveis de açúcar no sangue. Isto poderia significar que aqueles que têm maior dificuldade em controlar sua diabetes, pode experimentar uma maior alteração no cérebro ao longo do tempo.

As descobertas foram publicadas na revista Diabetologia.

Os pesquisadores concluíram que:

"Em pessoas idosas da comunidade, o diabetes tipo 2 está associado com declínio na memória verbal e fluência em 5 anos. O efeito do diabetes na atrofia cerebral pode começar mais cedo (meia-idade)."

Fonte: diabetes.co.uk , por Alex Williams em 10/01/2019

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