Bem Estar

Gene da longevidade

Como alcançar uma vida longeva?

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Opiniões distintas

De acordo com a Dra. Sevil Yasar, professora de geriatria no Johns Hopkins Bayview Medical Center, a melhor maneira de manter a qualidade de vida conforme os anos vão passando é começar ainda na juventude. “Nós temos que desenvolver desde cedo o hábito de uma alimentação saudável, a prática de exercícios físicos e mentais. Eu sempre digo aos meus pacientes que o melhor ‘remédio’ é se manter ativo, faça tudo o que você puder dentro do seu limite”, diz a médica.

Estas atividades não se restringem às que são feitas no ginásio, ao ar livre ou na academia, mas também englobam as sociais, como os encontros com os amigos, as viagens ou as reuniões na igreja.

Nos Estados Unidos, conforme observa a Dra. Yasar em sua prática diária, os pacientes não costumam trocar os seus clínicos por geriatras até que atinjam uma idade mais avançada. “O que nós médicos vivenciamos em nossos consultórios é que na maioria das vezes as pessoas nem mesmo sabem o que um geriatra é. Elas só nos procuram quando estão numa idade mais avançada (geralmente superior a 65 anos) e com um problema que não consegue ser solucionado por outros especialistas.”

A médica acredita que como existe muita informação na mídia a respeito do envelhecimento saudável e de como alcançar uma vida longeva, a população não julga necessário procurar a orientação dos geriatras.

De acordo com a Dra. Luciana Barros Oliveira, doutora em Endocrinologia pela Universidade de São Paulo (USP) e formada em Biologia Molecular, pela Harvard University, nos Estados Unidos, “existem muitos mitos acerca da existência do gene da longevidade, mas ele nunca foi descoberto, e provavelmente não será”. A doutora explica que já foram identificadas sequências coincidentes no DNA de populações e indivíduos longevos, mas nada que possa comprovar a existência de um gene particular que possa ser destacado.

Para a doutora, as pessoas estão vivendo mais realmente devido aos avanços médicos e tecnológicos, a melhoras na alimentação, no estilo de vida e na qualidade da saúde pública.

Ao contrário da opinião da médica brasileira, Dra. Luciana Barros Oliveira, a Dra. Yasar acredita na existência do gene da longevidade. “Eu acredito na existência de um gene específico para a longevidade. Alguns cientistas crêem que os genes possam conter um segredo que explique por que algumas pessoas vivem cem ou mais anos e estão estudando-os, além de fatores como o estilo de vida.”

A médica também explica que há um forte vínculo entre longevidade e obesidade. Segundo ela, uma publicação da revista científica Nature detalhou como uma versão do gene SIR2 de ratos libera uma gordura que fica estocada nos tecidos, o que parece ter um efeito direto na rapidez com que os animais envelhecem. Uma nova pesquisa também mostra que diversas chaves do sistema estão envolvidas na longevidade. Os cientistas descobriram vários genes que afetam o código do ciclo de vida das proteínas antioxidantes, e outros que afetam o código das proteínas chamadas “acompanhantes” (chaperones, em inglês), que ajudam a reparar ou a degradar as proteínas danificadas. “Este é um processo interessante, visto que muitas das doenças relacionadas à idade envolvem danos oxidativos ou agregação protéica”, diz a Dra. Yasar.

De acordo com a médica, outros genes da longevidade que foram “descobertos” ajudam a combater infecções bacterianas. Além disso, finaliza ela, foi descoberta uma nova vitamina que tem um papel importantíssimo na regulação, metabolismo e envelhecimento dos genes.

Livros sobre o tema:
– Geriatria em comprimidos para todas as idades
Dra. Mariana Jacob
Editora José Olympio
– Gerontologia – A velhice e o envelhecimento em visão globalizada
– Matheus Papaléo Netto
Editora Atheneu
– Memória e sociedade – Lembranças de velhos
Ecléa Bosi
Companhia das Letras

 

 

Ana Sodré

Sentir-se bem em fazer o bem… Sou antes de tudo um ser humano que ama a vida e estou sempre em busca de um mundo melhor. Atuei nos últimos 30 anos como empresária e editora, destacando três grandes publicações, a Revista Médico Repórter e o Jornal Hipócrates, atingindo a classe médica. E, por 2 anos a Revista Aimè, voltada para o público gay masculino, com venda em banca no âmbito nacional, sendo também distribuída na Argentina e em Portugal. A repercussão foi muito positiva, do qual recebi um prêmio Mulher Excelência 2009 - CIESP. Ao receber o convite para ser parte do Instituto - “Eu Causo”, foi como um raio de sol iluminando o meu horizonte… Envolvida na saúde, ao longo destes anos me deparei com diversas situações, oras boas, outras nem tanto, porém algo sempre me chamou a atenção, a fragilidade do Ser Humano. Pude perceber de perto, o quanto estamos vulneráveis mediante uma doença, quer seja em causa própria, ou de alguém da família, um amigo... Com base nessa premissa, agarro este projeto com o mesmo propósito: contribuir, através da informação, para um melhor estar! Estarei comprometida a identificar os avanços da medicina em prol da saúde, em responder as demandas da população; e vendo como as pessoas se conectam mais, me engajarei para que cada um de vocês utilize este portal, na certeza que irão encontrar um espaço acolhedor e aglutinador, para que juntos, possamos alcançar um estado de felicidade. Eu escolhi cuidar! … Eu causo!… E você?

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