Pele

Fotoproteção

Radiação ultravioleta

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Pelo Dr. João Carlos L. Simão, médico dermatologista-assistente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP–USP), membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e doutorando em Clínica Médica pela FMRP–USP

A radiação solar é composta predominantemente pela radiação não-ionizante, formada por luz visível (35%), raios infravermelhos (60%) e ultravioleta (5%). A diminuição progressiva na espessura da camada de ozônio verificada nas últimas décadas resultou em um aumento na intensidade da radiação que chega até nós, causando envelhecimento precoce e câncer da pele, catarata e outros efeitos deletérios.

A radiação ultravioleta (UV) é composta pelos raios UVA, UVB e UVC. Os raios UVA penetram profundamente na derme e causam o envelhecimento cutâneo extrínseco porque provocam danos às fibras elásticas e ao colágeno. Os raios UVB penetram mais superficialmente, agem na epiderme, causam o eritema visível após a exposição solar e estão intimamente relacionados ao surgimento de tumores malignos cutâneos (carcinomas basocelulares e espinocelulares). Os raios UVC são extremamente perigosos, entretanto, são bloqueados, em sua maioria, pela camada de ozônio.

Para quantificar a proteção oferecida pelos filtros solares, utilizamos índices. Para os raios UVB utilizamos o fator de proteção solar (FPS), que quantifica o eritema observado na pele. Para os raios UVA existem dois tipos de índice que medem a pigmentação cutânea, já que os raios UVA não causam eritema: o índice de pigmentação imediata (IPD, sigla em inglês), que é a medição da pigmentação após 15 minutos, e o índice de pigmentação persistente (PPD, sigla em inglês), que é a medição da pigmentação após duas horas.

Usualmente dividimos os protetores solares em físicos e químicos. Os físicos (dióxido de titânio, óxido de zinco, silicato e óxido de magnésio) refletem a radiação UV, pois são opacos. Os químicos absorvem proporções específicas dos raios UV. O ideal é a combinação de várias substâncias fotoprotetoras, químicas e físicas, para otimizar a eficácia do produto.

Entre os protetores químicos de excelente qualidade estão o Parsol MCX, o Escalol 506, o Eusolex 6300, o Eusolex 232. Merece destaque o Tinosorb M que é o primeiro filtro orgânico micronizado, cujas partículas atuam conjuntamente, tanto refletindo a radiação ultravioleta quanto absorvendo a radiação não-refletida. É um protetor que apresenta grande fotoestabilidade e amplo espectro de proteção UVA e UVB.

É importante ressaltar que a fotoproteção efetiva só é atingida quando utilizamos 2,0g do produto/cm². Quando aplicamos camadas mais finas, a proteção obtida é menor da que está indicada no rótulo do produto. Além disso, não existem protetores solares químicos que nos protejam totalmente contra a radiação UV. É necessário reaplicar os protetores a cada três a quatro horas, ou a intervalos menores quando há transpiração excessiva ou imersão em água; evitar a exposição solar entre as 10 e as 16 horas, quando o UVB atinge os picos máximos diários e não realizar sessões de bronzeamento artificial em câmaras.

Vale lembrar que ao aumentarmos o FPS de 30 para 60 há aumento da proteção em apenas de 3 a 5% quanto à radiação UVB, mas devemos ter atenção também à radiação UVA. A proteção dada pelas roupas não é total, variando de acordo com o tipo de fibra e as cores. Por exemplo, uma camisa branca de algodão fornece FPS 10 contra os raios UVB. Existem roupas especiais que proporcionam altos índices de proteção. Devemos preferir protetores sem veículo oleoso para pessoas com tendência à acne. A proteção solar deve ser iniciada em idades precoces (após os 6 meses de idade), reduzindo os seus efeitos cumulativos a longo prazo. É necessária a mudança de comportamento em relação à exposição solar. Conscientizar e educar crianças e adolescentes é o ponto-chave na efetividade das campanhas de esclarecimento sobre a proteção solar.

Ana Sodré

Sentir-se bem em fazer o bem… Sou antes de tudo um ser humano que ama a vida e estou sempre em busca de um mundo melhor. Atuei nos últimos 30 anos como empresária e editora, destacando três grandes publicações, a Revista Médico Repórter e o Jornal Hipócrates, atingindo a classe médica. E, por 2 anos a Revista Aimè, voltada para o público gay masculino, com venda em banca no âmbito nacional, sendo também distribuída na Argentina e em Portugal. A repercussão foi muito positiva, do qual recebi um prêmio Mulher Excelência 2009 - CIESP. Ao receber o convite para ser parte do Instituto - “Eu Causo”, foi como um raio de sol iluminando o meu horizonte… Envolvida na saúde, ao longo destes anos me deparei com diversas situações, oras boas, outras nem tanto, porém algo sempre me chamou a atenção, a fragilidade do Ser Humano. Pude perceber de perto, o quanto estamos vulneráveis mediante uma doença, quer seja em causa própria, ou de alguém da família, um amigo... Com base nessa premissa, agarro este projeto com o mesmo propósito: contribuir, através da informação, para um melhor estar! Estarei comprometida a identificar os avanços da medicina em prol da saúde, em responder as demandas da população; e vendo como as pessoas se conectam mais, me engajarei para que cada um de vocês utilize este portal, na certeza que irão encontrar um espaço acolhedor e aglutinador, para que juntos, possamos alcançar um estado de felicidade. Eu escolhi cuidar! … Eu causo!… E você?

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