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Terapêuticas diferenciadas na busca de qualidade de vida e bem-estar

As aplicações de determinadas terapias vão desde o relaxamento e técnicas para amenizar o estresse até meios para estimular o organismo e combater problemas de saúde

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Diabetes com qualidade de vida e bem estar

 Corre-corre, agitação, preocupações cotidianas, estresse, problemas de saúde. São algumas das dificuldades que enfrentamos todos os dias e que fazem com que o nosso organismo consuma energia excessivamente, acarretando em desgaste físico e mental, gerando uma série de sintomas que podem ser prejudiciais à saúde.

Nesse sentido, tratamentos personalizados surgem como aliados para contribuir na qualidade de vida dos pacientes. Práticas como a ioga, o shiatsu, a acupuntura, a homeopatia e o watsu, sozinhas ou agregadas a uma outra terapêutica, podem auxiliar em muitas enfermidades. Essas técnicas visam a harmonia e o autoconhecimento, resultando cada vez mais em saúde e bem-estar, traduzidos em equilíbrio físico, mental e emocional.

Ioga – a busca do equilíbrio

Ioga é uma filosofia de vida que se originou na Índia há mais de cinco mil anos, e consiste em um conjunto de técnicas e condutas que inclui relaxamento e meditação, visando o bem-estar do corpo e da mente. A palavra “yoga” significa “união”, no sentido de interligar corpo, mente e emoções. O método busca oxigenar melhor as células, movimentar a musculatura, relaxar e expandir a consciência através da meditação.

De acordo com Simone Fernandes, instrutora-mestra do Instituto de Yoga e Meditação Yoga Life, em São Paulo, e autora do livro Yoga, o Encontro do Ser, a prática dessa terapia é indicada para todas as idades. A orientação, porém, é de que o indivíduo que sofre de algum problema de saúde procure simultaneamente assistência médica e informe ao instrutor, que determinará qual o tipo de iogaterapia adequada.

Existem diferentes modalidades na ioga, que estão divididas em Ásanas (exercícios físicos de fortalecimento do corpo), Pránáyáma (exercícios respiratórios), Yoganidra (relaxamento de músculos) e Meditação (relaxamento mental). Para cada pessoa é indicada uma modalidade, que deve ir de acordo com sua personalidade. “Uma pessoa agitada deve procurar uma prática mais tranqüila, para buscar o equilíbrio. É importante se informar bem sobre o tipo de prática que busca e explicar sua situação de saúde para que o instrutor possa ministrar a prática mais adequada”, explica a professora.

Simone ressalta que, em pacientes com diabetes, a ioga estimula glândulas e órgãos. “As posturas estimulam os órgãos abdominais e a respiração, massageando e fortalecendo os órgãos internos e equilibrando o nível energético, beneficiando o organismo como um todo”, relata Simone.

Os efeitos da ioga, segundo a especialista, já podem ser notados na primeira aula, com a sensação de bem-estar obtida através de exercícios que estimulam a liberação de alguns hormônios e de movimentos que promovem a massagem de órgãos internos. “A tendência é se sentir mais leve, relaxado e tranquilo. Isso é visível ao final de uma aula. Ao longo do tempo, o corpo fica mais flexível, há mais disposição para o trabalho, perda ou aumento de peso, de acordo com a necessidade, pois existe o equilíbrio do organismo”, finaliza.

Homeopatia – a cura pelos semelhantes

Criada em 1796 pelo médico alemão Samuel Hahnemann, a homeopatia é um tratamento fundamentado na lei segunda a qual os semelhantes curam-se pelos semelhantes, ou seja, para tratar um indivíduo que está doente é necessário aplicar um medicamento que ofereça para um indivíduo sadio os mesmos sintomas que o doente apresenta.

Ao ingerir, por exemplo, doses tóxicas de uma substância, um indivíduo são poderá apresentar sintomas desagradáveis. Por outro lado, se a um doente for administrada a mesma substância, preparada homeopaticamente, obtém-se, como resultado, a cura dos sintomas.

Não existem contra-indicações para a utilização da homeopatia. A orientação, porém, é de que o medicamento seja indicado por um médico habilitado e que possa acompanhar a evolução de seus pacientes, pois atualmente essa prática é considerada uma especialidade médica, sendo reconhecida pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Federal de Medicina.

Pacientes com diabetes podem ser beneficiados com essa terapia. Além do tratamento tradicional, que inclui medicação (antidiabéticos orais e insulina) para a manutenção da taxa de glicose e uma dieta rigorosa que proíbe alimentos ricos em açúcares, é possível utilizar a homeopatia como coadjuvante. A homeopatia auxilia no tratamento porque busca um medicamento de fundo, que vai tratar o conjunto de sintomas do paciente, emocionais e físicos. O objetivo é o mesmo da medicina tradicional: o equilíbrio do organismo. Para garantir uma vida tranquila hoje e amanhã, é preciso estar atento a pequenos detalhes que fazem uma enorme diferença com o passar dos anos.

Shiatsu – a pressão que cura

De origem japonesa, mas derivado da medicina tradicional chinesa, o shiatsu é uma terapia manual na qual se realiza a pressão digital, ou seja, uma pressão através dos dedos em pontos dos meridianos no pulmão, intestino grosso, estômago, baço/pâncreas, coração, intestino delgado, bexiga, rins, pericárdio, triplo aquecedor, vesícula biliar e fígado, que canalizam os fluxos de energia vital.

De caráter preventivo e terapêutico, segundo Regina Naomi Kakehashi, fisioterapeuta do Instituto de Yoga e Meditação Yoga Life, a técnica do shiatsu pode ser aplicada em todas as idades, com exceção de pessoas que estejam em estados febris, com ferimentos abertos, doenças em fases agudas, portadores de câncer e gestantes, principalmente nos três primeiros meses. “Pacientes com diabetes podem receber esse tipo de massagem desde que se verifique se não há falta de sensibilidade. Não devemos pressionar fortemente os pés de uma pessoa com diabetes e ausência de sensibilidade, por exemplo”, conta a fisioterapeuta.

Os efeitos do shiatsu são imediatos. O relaxamento e o alívio da dor podem ser sentidos na primeira sessão. Em casos mais agudos, Regina afirma que as chances de resultados rápidos são maiores. Já em casos crônicos, o processo tende a ser mais demorado. Além da melhora no corpo, é possível perceber benefícios emocionais com a prática do shiatsu. Mas o paciente deve querer mudar. “Em todas as terapias, por melhores que sejam, o paciente tem que querer essa mudança e contribuir para isso”, conclui.

Watsu – a água como parte do tratamento

Um dos grandes benefícios da água é proporcionar liberdade em qualquer atividade física. Por essa razão, o norte-americano Harold Dull, mestre de zen shiatsu, criou, há pouco menos de 30 anos, em uma comunidade de naturistas nos Estados Unidos, o watsu, um trabalho corporal aquático que consiste no relaxamento muscular e mental, melhorando as condições física e emocional.

O nome “watsu” vem da junção das palavras “water” (água em inglês) e “shiatsu”.

Roque explica que o watsu atua em âmbito psíquico, pois provoca uma regressão ao estado uterino e faz com que se quebre a rotina e círculos viciosos, como níveis altos de estresse, patologias, doenças e síndromes, que provocam uma série de malefícios. “O estresse, por exemplo, leva à rigidez muscular, que leva à dor, à imobilidade, que leva à inatividade profissional e à dificuldade financeira. Vai criando um ciclo de sensações negativas. E nesse trabalho, tido como o primeiro trabalho corporal aquático, e junto ao terapeuta, o paciente pode criar um ciclo de sensações positivas”, diz Marcelo Roque, fisioterapeuta e instrutor de watsu da AquaBrasil, em São Paulo.

Como em qualquer prática, existem algumas restrições. O watsu não deve ser aplicado, por exemplo, em pacientes febris, com alta pressão arterial, traumas recentes em músculos e ligamentos e em gestantes de risco.

Os efeitos do watsu são imediatos, em apenas 10 minutos de sessão é possível perceber o relaxamento muscular bastante profundo, a amplitude de movimento, a melhora da respiração, a diminuição da frequência cerebral e melhora do raciocínio e da oxigenação cerebral.

Acupuntura – equilíbrio através das agulhas

A acupuntura é um tratamento que busca equilibrar o organismo através da inserção, em pontos específicos da pele, de agulhas especiais. Esses pontos são locais ricos em terminações nervosas e funcionam estimulando reações locais e também o eixo neuroimunoendócrino, adequando as funções de diferentes partes do organismo e trazendo a sensação de bem-estar devido ao equilíbrio da ação dos neurotransmissores liberados.

Quando acontecem os distúrbios internos, alguns desses pontos de acupuntura poderão ficar mais dolorosos. Segundo o Dr. Ruy Tanigawa, presidente da Associação Médica Brasileira de Acupuntura (Amba), o incômodo da picada da agulha é quase imperceptível, sendo tolerado por qualquer pessoa.

Os benefícios dessa técnica são variados. Antes ela era indicada principalmente para os quadros de dores do sistema musculoesquelético e atualmente no âmbito de toda a medicina. “Mesmo em indicações cirúrgicas, a acupuntura tem a sua ação, facilitando a recuperação de pacientes e até mesmo possibilitando na redução de medicamentos no pós-operatório e na alta hospitalar precoce”, afirma o Dr. Tanigawa, ressaltando que a acupuntura é recomendada também para casos de estresse, ansiedade, depressão, insônia, enxaqueca, disfunções sexuais, alterações menstruais ou hormonais, problemas imunológicos, traumas em geral, entre outros.

Em enfermos crônicos, como os portadores de diabetes, a acupuntura pode atuar como terapêutica coadjuvante, prevenindo lesões em órgãos e localmente como as neuropatias periféricas. Além disso, a acupuntura também pode ser utilizada para a imunidade geral.

Não há contra-indicação e os efeitos em longo e médio prazos da acupuntura podem variar de pessoa para pessoa.

“Vale lembrar que a abordagem da acupuntura sob o aspecto médico sempre ocorre diante do diagnostico clinico necessariamente, evitando-se dessa maneira o tratamento inadequado e principalmente da avaliação da indicação da acupuntura ou da necessidade de outro especialista para o melhor tratamento do paciente”, afirma o Dr. Tanigawa.

 

Ana Sodré

Sentir-se bem em fazer o bem… Sou antes de tudo um ser humano que ama a vida e estou sempre em busca de um mundo melhor. Atuei nos últimos 30 anos como empresária e editora, destacando três grandes publicações, a Revista Médico Repórter e o Jornal Hipócrates, atingindo a classe médica. E, por 2 anos a Revista Aimè, voltada para o público gay masculino, com venda em banca no âmbito nacional, sendo também distribuída na Argentina e em Portugal. A repercussão foi muito positiva, do qual recebi um prêmio Mulher Excelência 2009 - CIESP. Ao receber o convite para ser parte do Instituto - “Eu Causo”, foi como um raio de sol iluminando o meu horizonte… Envolvida na saúde, ao longo destes anos me deparei com diversas situações, oras boas, outras nem tanto, porém algo sempre me chamou a atenção, a fragilidade do Ser Humano. Pude perceber de perto, o quanto estamos vulneráveis mediante uma doença, quer seja em causa própria, ou de alguém da família, um amigo... Com base nessa premissa, agarro este projeto com o mesmo propósito: contribuir, através da informação, para um melhor estar! Estarei comprometida a identificar os avanços da medicina em prol da saúde, em responder as demandas da população; e vendo como as pessoas se conectam mais, me engajarei para que cada um de vocês utilize este portal, na certeza que irão encontrar um espaço acolhedor e aglutinador, para que juntos, possamos alcançar um estado de felicidade. Eu escolhi cuidar! … Eu causo!… E você?

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