Saúde Mental

Avanço das pesquisas em neurociências

Conceitos e definições mais claros tornam a psiquiatria uma especialidade melhor compreendida e necessária nos programas e atendimentos de saúde. Medicamentos mais eficientes e pesquisas específicas mostram o avanço obtido pela especialidade no tratamento das doenças mentais.

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Psiquiatria fica mais clara

 Além do avanço terapêutico ocorrido nos últimos anos, a psiquiatria foi beneficiada pela melhor aceitação da especialidade, pela redefinição de algumas classificações das doenças mentais e pelo avanço das pesquisas em neurociências, que fizeram com que a área ficasse mais clara para os médicos, inclusive para aqueles que não são especialistas e acabam fazendo o atendimento primário dos portadores de doenças psiquiátricas.

Segundo o Dr. Josimar Mata de Farias França, ex-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a mudança de termos na conceituação de algumas doenças, como por exemplo a alteração do termo psicose maníaco depressiva (PMD) para transtorno bipolar do humor, fez com que o diagnóstico ficasse mais preciso. “Os termos utilizados hoje são mais adequados e facilitam a prática clínica diária. Os transtornos de ansiedade que também foram fracionados em transtornos como pânico, ansiedade generalizada e ansiedade social etc, receberam classificações mais apropriadas. Embora, algumas vezes, a separação desses transtornos facilite o tratamento, também pode dificultar à medida que essas doenças geralmente aparecem em conjunto”, explica o especialista.

Para ele, a psiquiatria atual é reconhecida pelos profissionais de saúde, até porque os transtornos mentais estão constantemente presentes no atendimento aos pacientes, dentro ou fora dos hospitais. “Cerca de 35% dos pacientes atendidos em um hospital geral apresentam doenças psiquiátricas. Nesse caso as novas classificações facilitam o atendimento inicial e o encaminhamento do paciente para o especialista. Hoje é impossível não reconhecer a necessidade da psiquiatria na prática médica”, conta o Dr. França.

O médico ressalta ainda que a presença da psiquiatria nos hospitais gerais deve ser constante. “A psiquiatria tende a estar mais relacionada às outras especialidades médicas. É importante que os profissionais de outras áreas tenham informações sobre os transtornos psiquiátricos, porque, quanto mais precoce é o diagnóstico dessas doenças, maior é a chance de evitar que o quadro evolua.”

Na década de 90, uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard (EUA) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), em vários países, demonstrou que entre as 10 principais causas de incapacitação em todo o mundo, cinco eram motivadas por doenças psiquiátricas.  Outro ponto destacado pelo Dr. França nos caminhos da especialidade é a evolução dos medicamentos utilizados, apesar dos medicamentos surgidos nas décadas de 50 a 70 também terem eficácia reconhecida. “Porém os antidepressivos e os antipsicóticos evoluíram muito da década de 80 até hoje. Já temos medicamentos de terceira geração que causam efeitos colaterais menores e aumentam as chances de reabilitação dos pacientes. É um grande avanço, inclusive na manutenção do tratamento fora do hospital, facilitando o convívio social dos pacientes, a prática de suas atividades e a recuperação.”

Além disso, o especialista lembra que os medicamentos ansiolíticos derivados da benzodiazepina são também muito eficazes, mas precisam de cuidado na administração, já que em médio e longo prazo, em uso não controlado, podem trazer problemas de dependência química.

“Acredito que a psiquiatria tenha sido uma das especialidades médicas que mais se desenvolveram nas últimas três décadas. Os anos 90 foram considerados pela Organização Mundial de Saúde como a década do cérebro, devido ao desenvolvimento das pesquisas, dos fármacos de geração moderna e da neurociência, que mostra cada vez mais bases biológicas das doenças mentais, sem desconhecer que há uma relação de fatores externos estressores do dia-dia, das dinâmicas familiares e das características de personalidade da pessoa que adoeça”, opina.

Ana Sodré

Sentir-se bem em fazer o bem… Sou antes de tudo um ser humano que ama a vida e estou sempre em busca de um mundo melhor. Atuei nos últimos 30 anos como empresária e editora, destacando três grandes publicações, a Revista Médico Repórter e o Jornal Hipócrates, atingindo a classe médica. E, por 2 anos a Revista Aimè, voltada para o público gay masculino, com venda em banca no âmbito nacional, sendo também distribuída na Argentina e em Portugal. A repercussão foi muito positiva, do qual recebi um prêmio Mulher Excelência 2009 - CIESP. Ao receber o convite para ser parte do Instituto - “Eu Causo”, foi como um raio de sol iluminando o meu horizonte… Envolvida na saúde, ao longo destes anos me deparei com diversas situações, oras boas, outras nem tanto, porém algo sempre me chamou a atenção, a fragilidade do Ser Humano. Pude perceber de perto, o quanto estamos vulneráveis mediante uma doença, quer seja em causa própria, ou de alguém da família, um amigo... Com base nessa premissa, agarro este projeto com o mesmo propósito: contribuir, através da informação, para um melhor estar! Estarei comprometida a identificar os avanços da medicina em prol da saúde, em responder as demandas da população; e vendo como as pessoas se conectam mais, me engajarei para que cada um de vocês utilize este portal, na certeza que irão encontrar um espaço acolhedor e aglutinador, para que juntos, possamos alcançar um estado de felicidade. Eu escolhi cuidar! … Eu causo!… E você?

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