Pele

Micoses

Micoses superficiais e subcutâneas

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Pela Dra. Clarisse Zaitz, professora e doutora em Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

As micoses são causadas por várias espécies de fungos, e são classificadas em: superficiais quando as camadas externas queratinizadas ou semiqueratinizadas da pele são afetadas; subcutâneas quando envolve o tecido subcutâneo; e sistêmicas quando atinge órgãos internos.

As micoses superficiais são provocadas por pequenos traumas, umidade excessiva e maceração da pele. Nas micoses subcutâneas, a inoculação do fungo é traumática, com pedaços de madeira, farpas ou outros materiais contaminados e nas micoses sistêmicas, o fungo em geral é inalado.

As micoses superficiais são causadas por diferentes fungos. As mais comuns são as dermatofitoses causadas por dermatófitos, fungos que podem ser antropofílicos, zoofílicos e geofílicos. O dermatófito mais comum é o Trychophyton rubrum, mas também fungos dos gêneros Microsporum e Epidermophyton acometem o homem. As dermatofitoses acometem várias regiões do corpo e também são chamadas de tinhas: tinha dos pés, tinha das mãos, tinha do corpo, tinha da barba, tinha inguinal, tinha das unhas e tinha do couro cabeludo. A micose pode se manifestar como manchas anulares, vesículas, placas e descamação, havendo então um aspecto estético importante.

Outra micose superficial muito comum é a pitiríase versicolor, de prevalência elevada em climas quentes e úmidos. O paciente apresenta descamações em várias regiões, como face, pescoço, tórax, abdômen, sem ocorrência de prurido. Além das dermatofitoses e da pitiríase versicolor, outras micoses superficiais menos freqüentes podem ser citadas: candidíases, tinha negra entre outras.

O diagnóstico das micoses superficiais é clínico e micológico, sendo necessária a realização de exames complementares como o micológico e cultura.

Tratamento tópico

Procuramos utilizar como tratamento das micoses superficiais medidas tópicas, sendo a utilização de medicamentos sistêmicos uma exceção, reservada para quadros de tinha do couro cabeludo, algumas onicomicoses, doença muito extensa ou de pacientes imunodeprimidos.

Quando optamos pelo tratamento tópico podemos utilizar cremes, pomadas, loções e produtos em pó. As drogas disponíveis no mercado são os derivados azólicos, drogas mais antigas, com boa eficácia e amplo espectro. As alilaminas apresentam a vantagem de propiciar efeitos mais rápidos que os derivados azólicos, levando a um período mais reduzido de tratamento. O cloridrato de butenafina, que é uma benzilamina, apresenta eficácia semelhante aos demais antifúngicos, mas tem a vantagem de poder ser utilizado com apenas uma aplicação ao dia, diferentemente dos derivados azólicos, por exemplo, que devem ser utilizados duas vezes por dia. Desse modo, o cloridrato de butenafina é mais bem aceito pelo paciente, facilitando a adesão ao tratamento. A droga apresenta posologia semelhante ao grupo das terbinafinas, mas tem um efeito mais rápido, com uma ação antiinflamatória melhor.

O mecanismo de ação de todas essas drogas é similar. Elas agem sobre diferentes enzimas, que inibem a síntese do ergosterol da membrana plasmática da célula fúngica. No caso do cloridrato de butenafina, a ação se dá sobre a enzima esqualeno epoxidase. O cloridrato de butenafina apresenta poucos efeitos adversos, uma vez que a droga não é absorvida sistematicamente.

 

Ana Sodré

Sentir-se bem em fazer o bem… Sou antes de tudo um ser humano que ama a vida e estou sempre em busca de um mundo melhor. Atuei nos últimos 30 anos como empresária e editora, destacando três grandes publicações, a Revista Médico Repórter e o Jornal Hipócrates, atingindo a classe médica. E, por 2 anos a Revista Aimè, voltada para o público gay masculino, com venda em banca no âmbito nacional, sendo também distribuída na Argentina e em Portugal. A repercussão foi muito positiva, do qual recebi um prêmio Mulher Excelência 2009 - CIESP. Ao receber o convite para ser parte do Instituto - “Eu Causo”, foi como um raio de sol iluminando o meu horizonte… Envolvida na saúde, ao longo destes anos me deparei com diversas situações, oras boas, outras nem tanto, porém algo sempre me chamou a atenção, a fragilidade do Ser Humano. Pude perceber de perto, o quanto estamos vulneráveis mediante uma doença, quer seja em causa própria, ou de alguém da família, um amigo... Com base nessa premissa, agarro este projeto com o mesmo propósito: contribuir, através da informação, para um melhor estar! Estarei comprometida a identificar os avanços da medicina em prol da saúde, em responder as demandas da população; e vendo como as pessoas se conectam mais, me engajarei para que cada um de vocês utilize este portal, na certeza que irão encontrar um espaço acolhedor e aglutinador, para que juntos, possamos alcançar um estado de felicidade. Eu escolhi cuidar! … Eu causo!… E você?

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