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Dermatite atópica leve

Dermatite atópica leve: tratamento de controle pode poupar uso de corticosteróides

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Tratamento de controle pode poupar uso de corticosteróides

 Antiinflamatórios que poupem o uso do corticosteróides podem ser utilizados nos casos leves de DA. Apesar de ser a medicação mais potente, o corticosteróide pode trazer efeitos adversos sérios com o uso prolongado, especialmente para as crianças, que são a grande maioria dos pacientes portadores de dermatite atópica.

 A dermatite atópica (DA) é uma queixa bastante frequente nos consultórios médicos, principalmente na infância. A manifestação começa em torno do terceiro ou do quarto mês de vida. Cerca de 50% dos casos da doença atingem os bebês durante o primeiro ano. Até os cinco anos de idade pelo menos 80% dos casos são manifestados.

De acordo com a Dra. Silmara Cestari, Professor Associado da Universidade Federal de São Paulo-Escola Paulista de Medicina. Chefe do Departamento de Dermatologia da UNIFESP-EPM (2014-2017). Médica do Corpo Clinico do Hospital Sirio-Libanes., coordenadora da Residência Medica de Dermatologia do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio -, a dermatite atópica é uma alteração genética e imunológica, que pode ser desencadeada por vários fatores, como mudança de temperatura, contato com tecidos, determinados alimentos, estresse etc., sendo a gravidade da manifestação variável nos diferentes pacientes. As principais características da doença são: prurido intenso (coceira), xerose (pele seca) e lesões eczematosas na pele.

“O tratamento da inflamação pode ser feito com corticosteróide ou com imunomoduladores tópicos (inibidores tópicos da calcineurina). A pele seca deve ser tratada com cremes emolientes, umectantes ou hidratantes que proporcionem a restauração da barreira cutânea para que se mantenha a hidratação adequada da pele”, afirma a especialista.

A médica explica ainda que a pele do portador de dermatite atópica é seca por apresentar deficiência de ácidos graxos de cadeia longa e de ceramidas. Essa carência de componentes lipídicos diminui a barreira protetora que deveria impedir a penetração de substâncias irritantes, alergenos e microorganismos. “Hidratar a pele significa restaurar a barreira de proteção e diminuir a incidência de crises.”

Para a Dra. Silmara, o hidratante mais indicado para o restabelecimento da pele é aquele que possui exatamente o que falta na estrutura, ácidos graxos livres e ceramidas. A princípio, qualquer hidratante pode ser usado, mas aqueles que têm os elementos que a pele necessita proporcionam melhor resultado.

Segundo ela, para casos mais leves de dermatite atópica, também existe no mercado um medicamento que alia o hidratante a um antiinflamatório não-hormonal denominado PEA (palmidrol). “A vantagem de utilizar antiinflamatórios não-hormonais em casos leves é poupar o uso dos corticóides. Como não conhecemos a causa da dermatite atópica, o tratamento visa sempre ao controle da doença”, diz.

Como a grande maioria dos portadores de dermatite atópica são crianças, diminuir o uso dos corticóides pode evitar alguns problemas causados pelo uso constante da substância, como atrofia da pele, absorção sistêmica e consequentes problemas de crescimento. “Se o uso dos corticosteróides puder ser reservado para momentos de crises mais importantes, melhor”, ressalta a especialista.

Para ela, a hidratação é o melhor tratamento de controle e deve ser mantido dentro ou fora das crises de DA. “É importante orientar bem o paciente ou os pais em relação à doença. Por não entenderem que a DA é uma forma de hipersensibilidade que nem sempre é desencadeada pelo mesmo fator, que o tratamento visa ao controle e não à cura, e que a doença pode involuir ou persistir, acabam trocando de médico e começando tudo novamente”, argumenta.

 

Ana Sodré

Sentir-se bem em fazer o bem… Sou antes de tudo um ser humano que ama a vida e estou sempre em busca de um mundo melhor. Atuei nos últimos 30 anos como empresária e editora, destacando três grandes publicações, a Revista Médico Repórter e o Jornal Hipócrates, atingindo a classe médica. E, por 2 anos a Revista Aimè, voltada para o público gay masculino, com venda em banca no âmbito nacional, sendo também distribuída na Argentina e em Portugal. A repercussão foi muito positiva, do qual recebi um prêmio Mulher Excelência 2009 - CIESP. Ao receber o convite para ser parte do Instituto - “Eu Causo”, foi como um raio de sol iluminando o meu horizonte… Envolvida na saúde, ao longo destes anos me deparei com diversas situações, oras boas, outras nem tanto, porém algo sempre me chamou a atenção, a fragilidade do Ser Humano. Pude perceber de perto, o quanto estamos vulneráveis mediante uma doença, quer seja em causa própria, ou de alguém da família, um amigo... Com base nessa premissa, agarro este projeto com o mesmo propósito: contribuir, através da informação, para um melhor estar! Estarei comprometida a identificar os avanços da medicina em prol da saúde, em responder as demandas da população; e vendo como as pessoas se conectam mais, me engajarei para que cada um de vocês utilize este portal, na certeza que irão encontrar um espaço acolhedor e aglutinador, para que juntos, possamos alcançar um estado de felicidade. Eu escolhi cuidar! … Eu causo!… E você?

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