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Não à Infecção Hospitalar

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15 de Maio – Dia do Combate à Infecção Hospitalar

Uma infecção hospitalar ou  Infecção Relacionada à Assistência em Saúde (IRAS) é definida como toda infecção adquirida durante a internação hospitalar, podendo se manifestar ainda durante a internação, ou após a alta, desde que seja relacionada com a internação ou a procedimentos realizados no hospital.

Adquirir uma infecção no hospital não é incomum, pois este é um ambiente em que estão muitas pessoas doentes e em tratamento com antibióticos. Durante o período em um hospital, alguns dos principais fatores que causam a infecção são:

  • Desequilíbrio da flora bacteriana da pele e do organismo, geralmente devido ao uso de antibióticos;
  • Queda da defesa do sistema imune da pessoa internada, tanto pela doença, como por uso de medicamentos;
  • Realização de procedimentos invasivos como passagem de cateter, passagem de sondas, biópsias, endoscopias ou cirurgias, por exemplo, que quebram a barreira de proteção da pele.

Geralmente, os microrganismos que causam a infecção hospitalar não causam infecções em outras situações, pois eles aproveitam o ambiente com poucas bactérias inofensivas e a queda da resistência do paciente para se instalar. Apesar disto, as bactérias hospitalares costumam desenvolver infecções graves e de difícil tratamento, já que são mais resistentes aos antibióticos, por isso, em geral, é necessário usar antibióticos mais potentes para curar este tipo de infecção.

Estima-se que 5 a 15% de todos os pacientes hospitalizados adquirem algum tipo de infecção hospitalar. Essas infecções são resultado de uma interação de fatores, que incluem os microrganismos no ambiente hospitalar, o estado de comprometimento do paciente e a cadeia de transmissão do hospital. Em geral, a presença isolada desses fatores não resulta na infecção, apenas quando estão interagidos. Entre os fatores de risco para aquisição de uma infecção hospitalar está, obviamente, a necessidade de um indivíduo ser submetido a uma internação ou a um procedimento de saúde.

Entre os fatores associados ao comprometimento do paciente que influenciam na susceptibilidade a infecções estão incluídos a idade, principalmente recém-nascidos e idosos que possuem uma imunidade fragilizada e os pacientes imunocomprometidos, como portadores da AIDS e transplantados; o tempo de internação, que deve ser o mínimo possível, mas contemplando todo o tratamento necessário; doenças crônicas como diabetes mellitus, que interfere no processo de cicatrização da pele; doenças vasculares; entre outros.

O hospital é um importante reservatório de microrganismos levando em consideração a quantidade de pessoas adoecidas no local e embora existam medidas e esforços para manter ou impedir o crescimento de microrganismos, até os microrganismos da microbiata normal do corpo que permanecem de forma benéfica são oportunistas e apresentam riscos para os pacientes internados.

A grande maioria dos microrganismos que causam as infecções hospitalares , ocorrem em pessoas, cujo sistema imunológico está enfraquecido devido à doença ou a terapia.

Tipos de infecção

A infecção hospitalar pode ser adquirida em diversos locais do corpo, sendo que os tipos mais comuns são:
1. Pneumonia
A pneumonia adquirida no hospital costuma ser grave, e mais comum em pessoas que estão acamadas, desacordadas ou que têm dificuldades da deglutição, pelo risco de aspiração de alimentos ou da saliva. Além disso, pessoas que fazem uso de dispositivos que auxiliam na respiração, têm mais chance de adquirir infecção hospitalar
Principais sintomas: Os principais sintomas associados à pneumonia hospitalar são dor no tórax, tosse com secreção amarelada ou sanguinolenta, febre, cansaço, falta de apetite e falta de ar.
2. Infecção urinária
A infecção urinária hospitalar é facilitada pelo uso de sonda durante o período de internação, apesar de qualquer pessoa poder desenvolver.
Principais sintomas: A infecção urinária pode ser identificada por meio de dor ou ardência ao urinar, dor abdominal, presença de sangue na urina e febre
3. Infecção de pele:
As infecções de pele são muito comuns devido às aplicações de injeções e acessos venosos para medicamentos ou coletas de exames, cicatriz de cirurgia ou biópsia ou pela formação de escaras de decúbito,
Principais sintomas: No caso de infecção de pele, pode haver presença de área de vermelhidão e inchaço na região, com ou sem a presença de bolhas. Geralmente, o local é doloroso e quente, e pode haver produção de secreção purulenta e mal cheirosa.
4. Infecção do sangue
A infecção da corrente sanguínea é chamada de septicemia e, geralmente, surge após infecção de algum local do corpo, que se espalha pela corrente sanguínea. Este tipo de infecção é grave, e se não for rapidamente tratada pode rapidamente causar falência dos órgãos e risco de morte. Qualquer dos microrganismos das infecções pode se disseminar pelo sangue.
Principais sintomas: Os principais sintomas relacionados à infecção no sangue são febre, calafrios, queda da pressão, batimentos cardíacos fracos, sonolência.

Existem ainda diversos outros tipos de infecção hospitalar menos comuns, que afetam variadas regiões do corpo, como cavidade oral, trato digestivo, genitais, olhos ou ouvidos, por exemplo. Qualquer infecção hospitalar deve ser identificada rapidamente e tratada com antibióticos adequados, para evitar que se torne grave e coloque em risco a vida da pessoa, por isso na presença de qualquer sinal ou sintoma desta situação, deve-se comunicar ao médico responsável.

Quem tem mais risco

Qualquer pessoa pode desenvolver uma infecção hospitalar, entretanto têm maior risco aquelas com um maior fragilidade da imunidade, como:

  • Idosos;
  • Recém-nascidos;
  • Pessoas com comprometimento da imunidade, por doenças como AIDS, pós-transplantados ou em uso de medicamentos imunossupressores;
  • Diabetes mellitus mal controlada;
  • Pessoas acamadas ou com alteração da consciência, pois apresentam maior risco de aspiração;
  • Doenças vasculares, com o comprometimento da circulação, já que dificulta a oxigenação e cicatrização dos tecidos;
  • Pacientes com necessidade de uso de dispositivos invasivos, como sondagem urinária, inserção de cateter venoso, utilização de ventilação por aparelhos;
  • Realização de cirurgias.

Além disso, quanto maior o tempo de internação, maior o risco de se adquirir uma infecção hospitalar, pois há maior chance de exposição aos riscos e aos microrganismos responsáveis.

Prevenção

A principal forma de prevenção das infecções hospitalares é uma medida simples de higienização das mãos e do próprio local. Em relação às mãos, água, sabão e o álcool 70% são recomendados para todos que entrarem em contato com o internado, isso é, todos os profissionais da saúde envolvidos no tratamento e também os familiares visitantes.

Para minimizar a taxa de infecção de um hospital, além da higienização, outra medida importante que deve ser tomada durante o período de internação do paciente, é a nutrição adequada, para evitar qualquer tipo de imunossupressão. Cuidados básicos devem ser tomados com todos os pacientes, independentemente de seu diagnóstico e tratamento realizado. Além disso, é importante incentivar a alta hospitalar sempre que possível, evitando-se permanecer muito tempo no hospital, já que as chances de infecção aumentam com o passar do tempo.

Como foi dito anteriormente, além do estado de comprometimento do paciente,  ações com programas terapêuticos otimizados considerados pela gestão hospitalar e equipe médica, e a manutenção criteriosa da utilização de procedimentos invasivos como cirurgias, sondas, drenos, cateteres, devem ser constantes.

Como é feito o controle

No Brasil, o Ministério da Saúde e a ANVISA determinam que todo ambiente destinado a cuidados com a saúde possuam certos cuidados para prevenir a infecção hospitalar. No hospital, deve haver uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), que corresponde a um grupo formado por profissionais da saúde que têm como função elaborar estudar as características epidemiológicas do hospital e elaborar um Programa de Controle de Infecção Hospitalar com o objetivo de reduzir o máximo o número de infecções adquiridas no hospital, bem como a taxa de microrganismos multirresistentes.

Fontes:
http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/faq_infeccao_hospitalar_final.pdf

TORTORA, G.J, FUNKE, B. R, CASE, C. L. Microbiologia. -8. ed.-Porto Alegre: Artmed, 2005.
Marcela Lemos – Biomédica

Foto: Campanha Hospital Miguel Arraes

Ana Sodré

Sentir-se bem em fazer o bem… Sou antes de tudo um ser humano que ama a vida e estou sempre em busca de um mundo melhor. Atuei nos últimos 30 anos como empresária e editora, destacando três grandes publicações, a Revista Médico Repórter e o Jornal Hipócrates, atingindo a classe médica. E, por 2 anos a Revista Aimè, voltada para o público gay masculino, com venda em banca no âmbito nacional, sendo também distribuída na Argentina e em Portugal. A repercussão foi muito positiva, do qual recebi um prêmio Mulher Excelência 2009 - CIESP. Ao receber o convite para ser parte do Instituto - “Eu Causo”, foi como um raio de sol iluminando o meu horizonte… Envolvida na saúde, ao longo destes anos me deparei com diversas situações, oras boas, outras nem tanto, porém algo sempre me chamou a atenção, a fragilidade do Ser Humano. Pude perceber de perto, o quanto estamos vulneráveis mediante uma doença, quer seja em causa própria, ou de alguém da família, um amigo... Com base nessa premissa, agarro este projeto com o mesmo propósito: contribuir, através da informação, para um melhor estar! Estarei comprometida a identificar os avanços da medicina em prol da saúde, em responder as demandas da população; e vendo como as pessoas se conectam mais, me engajarei para que cada um de vocês utilize este portal, na certeza que irão encontrar um espaço acolhedor e aglutinador, para que juntos, possamos alcançar um estado de felicidade. Eu escolhi cuidar! … Eu causo!… E você?

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