Saúde

Dor muscular: terapias associadas

As dores musculares atingem grande parte da população. São comuns principalmente em pessoas que passam algum tempo sem exercer atividades físicas e quando retornam experimentam dor e rigidez nas articulações e músculos. Entretanto, a dor persistente é a que mais preocupa os especialistas.

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Dor muscular

A dor muscular tem origem no músculo e diferentes podem ser as fisiopatologias, como cãibras, contraturas ou espasmos musculares. A dor é um mecanismo de proteção ativado diante da possibilidade de ocorrência, ou após o aparecimento, de lesões, e faz com que o indivíduo reaja para remover o estímulo álgico. Os receptores da dor são terminações nervosas livres, suscetíveis a estímulos mecânicos, térmicos e químicos. Uma dor temporária ou aguda pode persistir por várias horas, imediatamente após um exercício extraordinário; enquanto uma dor residual ou crônica, ou dor muscular de início tardio (DMIT), pode aparecer logo em seguida e durar por dois dias ou mais.

De acordo com o Dr. Patrick Stump, médico fisiatra do Instituto Lauro de Souza Lima e do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), as regiões mais freqüentes de ocorrência de dores musculares crônicas são as das regiões cervical e lombar. Quando a dor torna-se persistente, localizada ou alcançando determinadas regiões do corpo, com sensação de peso, fraqueza, cansaço e limitação de movimentos, pode-se diagnosticar a síndrome dolorosa miofascial (SDM). O Dr. Stump explica que a SDM é uma desordem muscular regional caracterizada pela presença de pontos sensíveis em bandas musculares tensas, que produzem dor referida em áreas distantes ou adjacentes, denominadas de pontos-gatilhos. Esses pontos-gatilhos podem estar divididos: em ativos que doem espontaneamente, são percebidos pelo paciente e causadores da sintomatologia; e latentes, geralmente encontrados pelo médico durante o exame clínico.

Fisiopatologia da dor musculoesquelética

* Cãibras: contração involuntária

* Contratura: eletricamente silenciosa pela epleção de ATP (adenosina tri fosfato)

* Espasmos: contração muscular reflexa que circunda estruturas lesadas ou inflamadas

* Tetania: contração involuntária / hipocalcemia ou hipocapnia

* Distonia: origem central

* Traumatismo: macro ou micro = inflamação

* Isquemia muscular hipóxia: acidose tecidual – inflamação

* Inflamação

* Modificação do tônus muscular neurogênicas-miogênicas

* Fadiga: proteção contra a sobrecarga mecânica, depleção do glicogênio e ATPs muscular = “músculo ácido”: (aumento) de K+ e H+ no interstício.

Diagnóstico e tratamento

Com exceção de patologias musculares como as miosites e a polimialgia reumática, o diagnóstico de dores musculares é feito basicamente por anamnese e exames clínicos. O médico deve procurar saber a história clínica do paciente, realizar exames físicos, avaliação neuromuscular e osteoarticular e se há presença de pontos-gatilhos.

As dores musculares agudas podem se facilmente tratadas com bolsa de gelo e massagem no local e prescrição de analgésico. “Quando houver lesão de fibras muscular, deve-se evitar o uso de antiinflamatório, pois ele retarda a reparação do músculo, mas analgésicos, como paracetamol e dipirona.  podem ser usados.  Em torno do 8º dia após a lesão  quando  já houver melhora da cicatrização da musculatura, que demora em torno de 21 dias, pode-se começar o alongamento. Os analgésicos têm ação mais central, fazendo tão somente a analgesia. Eles não têm ação sobre o processo inflamatório local”, explica o médico.

Nas dores musculares crônicas, como a SDM, o tratamento é feito basicamente, de acordo com o Dr. Stump, com a desativação do ponto-gatilho que pode ser feita através de sprays congelantes e estiramento, infiltração de lidocaína, agulhamento seco ou compressão isquêmica no ponto, associado a cinesioterapia. Quanto à medicação, os antidepressivos tricíclicos, miorrelaxantes do tipo ciclobenzaprina, neuroepiléticos são indicados.

“O alongamento do músculo dolorido é fundamental. Toda a desativação do ponto é para permitir o alongamento da área afetada, feito através de exercícios físicos passivos, em que uma terceira pessoa deverá auxiliar o paciente. Basicamente o que vai desativar o ponto-gatilho é o alongamento, então todos esses tratamentos são para o paciente poder suportar o alongamento”, finaliza o médico.

 

 

Ana Sodré

Sentir-se bem em fazer o bem… Sou antes de tudo um ser humano que ama a vida e estou sempre em busca de um mundo melhor. Atuei nos últimos 30 anos como empresária e editora, destacando três grandes publicações, a Revista Médico Repórter e o Jornal Hipócrates, atingindo a classe médica. E, por 2 anos a Revista Aimè, voltada para o público gay masculino, com venda em banca no âmbito nacional, sendo também distribuída na Argentina e em Portugal. A repercussão foi muito positiva, do qual recebi um prêmio Mulher Excelência 2009 - CIESP. Ao receber o convite para ser parte do Instituto - “Eu Causo”, foi como um raio de sol iluminando o meu horizonte… Envolvida na saúde, ao longo destes anos me deparei com diversas situações, oras boas, outras nem tanto, porém algo sempre me chamou a atenção, a fragilidade do Ser Humano. Pude perceber de perto, o quanto estamos vulneráveis mediante uma doença, quer seja em causa própria, ou de alguém da família, um amigo... Com base nessa premissa, agarro este projeto com o mesmo propósito: contribuir, através da informação, para um melhor estar! Estarei comprometida a identificar os avanços da medicina em prol da saúde, em responder as demandas da população; e vendo como as pessoas se conectam mais, me engajarei para que cada um de vocês utilize este portal, na certeza que irão encontrar um espaço acolhedor e aglutinador, para que juntos, possamos alcançar um estado de felicidade. Eu escolhi cuidar! … Eu causo!… E você?

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