Papo Rápido

Páscoa

Festa de tradições

Loading Likes...

Celebração 

 A palavra “Páscoa” tem origem na palavra “Pessach” – que significa “passagem” –, a Páscoa judaica. Para os judeus, foi a passagem da escravidão no Egito para a liberdade. Para os cristãos, é a passagem de Cristo da morte para a vida. Nos primeiros séculos do Cristianismo, a comemoração da Páscoa foi ligada a hábitos pagãos, dentro da estratégia da Igreja Católica de converter de maneira mais fácil os povos daquela época. Entre tribos de origem saxônica, a chegada da primavera, que coincide no hemisfério norte com a Páscoa, era comemorada com uma festa em homenagem à deusa Eostre. Com a chegada de missionários católicos, a comemoração começou a tomar, aos poucos, feições cristãs, com a adaptação de elementos pagãos.

Essa apropriação levaria à criação de dois dos símbolos pascais atuais mais conhecidos. A deusa Eostre era representada juntamente com uma lebre e um ovo, que tinham o significado de fertilidade e de renovação, pois na primavera, a neve derretia e o mundo parecia renascer. Por essa razão, os saxões já teriam o costume de presentear amigos e parentes com ovos pintados. É interessante notar que em povos de regiões muito distantes da Europa, como a China e a Pérsia, também havia festas relacionadas à chegada da primavera e comemoradas com a troca de ovos.

O hábito da troca foi estendido a outras regiões européias e, no século XVIII, o ovo foi adotado oficialmente pela Igreja Católica como símbolo da ressurreição de Cristo. Entre os nobres, era costume dar de presente ovos enfeitados com pedras preciosas, e o costume chegou ao auge da sofisticação na Corte Russa na segunda metade do século XIX, quando os czares encomendavam a joalheiros os famosos ovos Fabergé.

Mais ou menos na mesma época, as classes menos abastadas adquiriram o hábito de presentear com ovos de chocolate, nascidos com a criação de indústrias especializadas no alimento.

Segundo o Dr. Héber Carlos de Campos, doutor em teologia pelo Concordia Theological Seminary, dos Estados Unidos, e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, os símbolos do ovo e do coelho são completamente estranhos à tradição judaico-cristã. “Eles estão fora da Escritura Sagrada e da própria tradição da igreja”, afirma.

Do mesmo modo que os ovos e o coelho não são, originalmente, cristãos, o hábito de se evitar comer carne vermelha na Sexta-Feira Santa não tem qualquer respaldo no Cristianismo original, diz o Dr. Héber. “Talvez porque nesse dia Jesus tenha sido sacrificado na sua carne, na sua humanidade, as pessoas evitam comer carne. Mas é uma idéia criada pela tradição da Igreja”, explica.

 Brasil

Os costumes ligados ao coelho da Páscoa e aos ovos chegaram ao Brasil no início do século XX, com imigrantes alemães. Na véspera da data, os pais espalhavam ovos coloridos para que fossem encontrados, no dia seguinte, pelos filhos. A tradição era mais forte na Região Sul, mas atualmente, com o crescimento das cidades, o hábito perdeu força.

No Paraná, no entanto, a comunidade ucraniana mantém vivo o costume de pintar ovos. Chamados de pênssanky, eles são pintados à mão e têm desenhos de significado religioso e imagens que remetem à saúde.

Os imigrantes ibéricos trouxeram ao País a tradição da encenação teatral da Paixão de Cristo. Uma das mais famosas do Brasil é a realizada na estância de Fazenda Nova, em Pernambuco. Para a encenação, foi construído há 35 anos o maior teatro ao ar livre do mundo, com 100 mil metros quadrados, representando a Jerusalém dos tempos de Jesus. A população da região participa como figurantes, e geralmente atores de renome nacional são convidados para os papéis principais.

Uma outra festa popular ligada à Páscoa é o Marabaixo, criada por escravos no século XVIII na região de Macapá (AP) com o objetivo de homenagear o Divino Espírito Santo. O início acontece no domingo de Páscoa, com uma missa. Em seguida, os festeiros dançam o ritmo chamado marabaixo, que imita os passos dos escravos com os pés presos por corrente. O ponto alto da festa acontece em novembro, no Encontro dos Tambores, em que as pessoas cantam e dançam o marabaixo por quatro dias.

Ana Sodré

Sentir-se bem em fazer o bem… Sou antes de tudo um ser humano que ama a vida e estou sempre em busca de um mundo melhor. Atuei nos últimos 30 anos como empresária e editora, destacando três grandes publicações, a Revista Médico Repórter e o Jornal Hipócrates, atingindo a classe médica. E, por 2 anos a Revista Aimè, voltada para o público gay masculino, com venda em banca no âmbito nacional, sendo também distribuída na Argentina e em Portugal. A repercussão foi muito positiva, do qual recebi um prêmio Mulher Excelência 2009 - CIESP. Ao receber o convite para ser parte do Instituto - “Eu Causo”, foi como um raio de sol iluminando o meu horizonte… Envolvida na saúde, ao longo destes anos me deparei com diversas situações, oras boas, outras nem tanto, porém algo sempre me chamou a atenção, a fragilidade do Ser Humano. Pude perceber de perto, o quanto estamos vulneráveis mediante uma doença, quer seja em causa própria, ou de alguém da família, um amigo... Com base nessa premissa, agarro este projeto com o mesmo propósito: contribuir, através da informação, para um melhor estar! Estarei comprometida a identificar os avanços da medicina em prol da saúde, em responder as demandas da população; e vendo como as pessoas se conectam mais, me engajarei para que cada um de vocês utilize este portal, na certeza que irão encontrar um espaço acolhedor e aglutinador, para que juntos, possamos alcançar um estado de felicidade. Eu escolhi cuidar! … Eu causo!… E você?

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Veja Também

Fechar