Pele

Tratamento de envelhecimento cutâneo

O envelhecimento causado pela idade é mais suave, lento e gradual, acarretando em danos estéticos relativamente pequenos. O fotoenvelhecimento, entretanto, é mais agressivo à superfície da pele, sendo responsável por modificações como rugas, engrossamento, manchas e o próprio câncer de pele.

Loading Likes...

 

Embora a linha de crescimento da expectativa de vida aumente a cada ano, e envelhecer seja considerado perfeitamente natural, a sociedade de modo geral ainda valoriza, sobretudo, o jovem e o belo e muitos têm como ideal de vida o corpo delineado e a pele viçosa. Porém, causas endógenas e exógenas tendem a modificar esses aspectos. Fatores genéticos, radiação solar e estresse emocional são os principais danificadores da pele, deixando-a com o aspecto de envelhecida.

De acordo com a Dra. Mônica Aribi Fiszbaum, médica dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e mestranda em Ciências da Saúde com especialização em Dermatologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo, a principal característica dessa patologia é a diminuição das fibras de colágeno que estão na camada interna da pele. O diagnóstico é principalmente clínico, no qual o médico poderá notar uma maior flacidez de pele e diminuição da elasticidade ao pinçar.

“Juntamente com a perda de colágeno ocorre um adelgaçamento difuso, secura e pregueamento da pele, com aspecto comparável a papel de seda. Isso acontece porque, histologicamente, há uma diminuição da espessura da epiderme”, explica a médica, alertando ainda que outras características são importantes no diagnóstico de envelhecimento cutâneo: os pêlos sofrem um esbranquecimento e diminuição no seu volume e número devido à diminuição do número e atividade dos melanócitos da papila do pêlo; há ainda uma redução progressiva da secreção sebácea e sudorípara, com aspecto de secura da pele.

“Histologicamente o que ocorre é um achatamento do epitélio secretor das glândulas. Na derme há diminuição dos fibroblastos e da espessura das fibras colágenas. Após os 60 anos, o colágeno torna-se mais rígido e menos elástico, isso faz com que a pele perca a elasticidade e o turgor. Há também alterações químicas da elastina nas fibras elásticas”, completa a dermatologista.

A classificação do envelhecimento cutâneo se dá, segundo a especialista, conforme o grau de flacidez e o número de rugas. Pode ser dividido em envelhecimento intrínseco e fotoenvelhecimento. O primeiro é comum aos órgãos, já o segundo é mais intenso e evidente e ocorre principalmente devido aos danos causados pela radiação ultravioleta (UV).

O fotoenvelhecimento não é intensificação do envelhecimento cronológico, mas tem características próprias muito diferentes do envelhecimento comum. Sendo assim, a pele apresentará características diferentes em áreas expostas e não-expostas. Do mesmo modo, o sol passa a ser o principal fator em relação ao fotoenvelhecimento. “Uma das características da pele envelhecida, principalmente a fotoenvelhecida, é o aparecimento de manchas melânicas e melanoses solares, mas pode ocorrer também a leucodermia solar. Também a pele exposta pode se tornar adelgaçada, seca e de tonalidade amarelada (elastose solar). Surgem também as rugas e pregas que se acentuam progressivamente”, afirma.

A prevalência é maior em áreas geográficas mais ensolaradas, pois a exposição ao sol é a causa mais importante. “As complicações são de ordem estética, com aparecimento de rugas, manchas e flacidez. Porém, em indivíduos que tenham sofrido um envelhecimento precoce por exposição solar, o índice de câncer de pele é muito maior.”

Tratamento

A Dra. Mônica ressalta que existem vários tratamentos capazes de devolver o colágeno à pele e melhorar a aparência, tanto de forma externa como interna, porém chama a atenção que a medicina a cargo da estética vem auxiliar a medicina como um todo, pois ao buscar a beleza, o paciente tem que buscar também a saúde física e mental. “Durante o tratamento é possível introduzir substâncias, por via oral, comprovadamente formadoras de colágeno, tais como cápsulas à base de proteínas e à base de colágeno que, na forma hidrolizada, têm absorção pequena, porém efetiva”, afirma a médica, orientando ainda que produtos tópicos também são necessários. Deve-se pedir ao paciente que use regularmente filtros com fator de proteção solar (FPS) no mínimo 15, aplique cremes à base de vitamina C, dimetilaminoetanol (DMAE) e ácidos retinóico e glicólico.

Pode-se ainda, conforme a médica, empregar a tecnologia a favor do rejuvenescimento, utilizando: a luz intensa pulsada (LIP), que por um mecanismo térmico promove o aumento de colágeno; os LEDs, diodos emissores de luz que por mecanismos citológicos também conseguem a mesma finalidade da LIP; e ainda, de maneira injetável, produtos que desenvolvam o colágeno, como o ácido poliláctico.

De acordo com a Dra. Mônica, os peelings, principalmente de ácido retinóico e glicólico, são de muita valia, principalmente quando as manifestações do envelhecimento são pigmentares. Esses peelings são aplicados em sessões que podem ser quinzenais ou semanais e promovem leve descamação na pele. “Quando o envelhecimento está fundamentalmente caracterizado por rugas podemos usar os lasers ablativos, tais como o de CO2 e Érbio, apesar desses estarem caindo em desuso, pois trazem um pós-operatório mais complicado, onde os pacientes ficam com eritema e descamação por aproximadamente 7 dias. Esses aparelhos estão sendo substituídos pela tecnologia plasma e laser fracionado”, ressalta.

Os raios UVA, que antigamente eram tidos como benéficos, atualmente se sabe que são os maiores responsáveis pelo envelhecimento de pele. A Dra. Mônica explica que esses raios penetram na pele de maneira mais profunda que o UVB, não ocasionando eritema tão grande quanto o do UVB, mas lesando as fibras de colágeno e causando envelhecimento precoce. “Na minha opinião o melhor produto tópico para envelhecimento cutâneo é o ácido retinóico, mas por ser fotossensibilizante não é aconselhável utilizá-lo em qualquer época do ano e por gestantes. Efeitos colaterais podem surgir em determinados casos, como manchas em pacientes que descuidam do uso de filtro solar e irritações em indivíduos sensíveis à substância”, informa a médica.

 

 

Ana Sodré

Sentir-se bem em fazer o bem… Sou antes de tudo um ser humano que ama a vida e estou sempre em busca de um mundo melhor. Atuei nos últimos 30 anos como empresária e editora, destacando três grandes publicações, a Revista Médico Repórter e o Jornal Hipócrates, atingindo a classe médica. E, por 2 anos a Revista Aimè, voltada para o público gay masculino, com venda em banca no âmbito nacional, sendo também distribuída na Argentina e em Portugal. A repercussão foi muito positiva, do qual recebi um prêmio Mulher Excelência 2009 - CIESP. Ao receber o convite para ser parte do Instituto - “Eu Causo”, foi como um raio de sol iluminando o meu horizonte… Envolvida na saúde, ao longo destes anos me deparei com diversas situações, oras boas, outras nem tanto, porém algo sempre me chamou a atenção, a fragilidade do Ser Humano. Pude perceber de perto, o quanto estamos vulneráveis mediante uma doença, quer seja em causa própria, ou de alguém da família, um amigo... Com base nessa premissa, agarro este projeto com o mesmo propósito: contribuir, através da informação, para um melhor estar! Estarei comprometida a identificar os avanços da medicina em prol da saúde, em responder as demandas da população; e vendo como as pessoas se conectam mais, me engajarei para que cada um de vocês utilize este portal, na certeza que irão encontrar um espaço acolhedor e aglutinador, para que juntos, possamos alcançar um estado de felicidade. Eu escolhi cuidar! … Eu causo!… E você?

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Veja Também

Fechar