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Doenças do futuro: aquecimento global interfere na saúde do planeta

Cientistas do mundo inteiro estão preocupados com uma ameaça cada vez mais evidente em nosso planeta: as mudanças climáticas. O aquecimento global, as conseqüentes chuvas e inundações, a diminuição na disponibilidade de água potável, a propagação de novas doenças, o aumento de problemas cardiovasculares e respiratórios decorrentes da maior intensidade e da duração das ondas de calor são aflições decorrentes do mundo moderno.

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Desde a Revolução Industrial, o planeta contabiliza notáveis avanços que trouxeram importantes benefícios, mas que ao mesmo tempo ocasionaram um superaquecimento global. O quinto “relatório da saúde da atmosfera”  divulgado em 2014 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), revela que a tendência do clima é de piora iminente, não importa o que se faça a respeito. Existem hoje evidências de que o superaquecimento e as mudanças climáticas são causados pela ação do homem. O relatório é resultado das últimas atualizações no que tange aos tópicos abordados pelos cientistas e apresenta para os governos e sociedade civil o que há de mais avançado na ciência climática. Este documento é essencial para a criação de políticas públicas que visem a adaptação de nossos ecossistemas e populações para os impactos das mudanças climáticas globais. A concentração de dióxido de carbono (CO2) está aumentando e bateu recorde em 2017, atingindo o maior número já visto em mais de três milhões de anos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) .Muitos cientistas afirmam ser praticamente certo que mudanças importantes no clima do planeta, como aumento na incidência de eventos extremos, alteração no padrão das chuvas e aumento da temperatura global, estão acontecendo como resultado das emissões de gases de efeito estufa. O relatório também traz um pouco de otimismo, pois considera que ainda é possível manter o aquecimento em até 2ºC (meta estabelecida durante a COP-15 de Copenhague, em 2009) até 2100, mas para isso medidas urgentes e ousadas devem ser tomadas nos próximos anos.

Tércio Ambrizzi, professor titular do Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), explica que o aquecimento global é um aumento da temperatura média de todo o globo e que funciona como uma estufa de plantas, onde uma redoma de vidro mantém a temperatura maior. “Os gases responsáveis pelo efeito estufa – enxofre, metano e principalmente o dióxido de carbono (CO2) – formam uma camada na atmosfera que permite a entrada de energia solar, mas que impede o escape de calor, tornando a Terra cada vez mais quente. Esses gases são liberados especialmente pelas indústrias, queima de combustíveis, incêndios em geral, entre outros”, explica.

Os eventos extremos decorrentes desse efeito podem ser notados atualmente em diferentes áreas do globo. Furacões mais intensos, verões extremamente quentes na Europa, nevascas nos Estados Unidos. O professor Ambrizzi lembra que no Brasil pudemos ver em 2004 o nosso primeiro furacão, o Catarina. “Nunca tivemos um furacão daquele tipo, pelo menos não registrado. Na verdade isso é a atmosfera tentando reagir, gerando efeitos extremos no clima. Os recordes de temperatura na Europa em 2003, degelo de várias montanhas, não só aqui na América do Sul, como na África e Estados Unidos, são fatores responsivos a esse aumento de temperatura.”

Além das mudanças no clima, é possível que o aquecimento global possa interferir também na saúde dos seres humanos, ampliando a propagação de doenças infecciosas no mundo. Alguns estudos demonstram que microrganismos podem se expandir para além de suas fronteiras geográficas naturais com a elevação das temperaturas, o que representa e apresenta uma ameaça maior à saúde de pessoas e animais. O professor destaca que o ano passado em São Paulo o outono começou mais tarde. Foram temperaturas muito elevadas até o final de abril, quando o normal seriam índices mais baixos. Em maio o contraste de temperatura acabou prejudicando a saúde de muitos, trazendo problemas respiratórios, em decorrência das altas concentrações de ozônio na atmosfera, além de resfriados e infecções respiratórias.

O professor Ambrizzi chama atenção para outras conseqüências das alterações climáticas: poderá haver, por exemplo, falta de determinados tipos de alimentos em função da mudança de culturas agrícolas, comportamentos culturais em outras regiões se os regimes de chuva alterarem significativamente, etc. Outra questão é que em regiões com temperaturas mais elevadas e com um aumento da umidade média podem-se gerar mais casos de zika, dengue e chicungunha. “Essa condição mais úmida aliada às altas temperaturas constitui um ambiente favorável aos mosquitos. Como o zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor da dengue, chicungunha, febre amarela e outras doenças, acabamos sentindo um aumento sistemático de casos” , justifica. Precipitação intensa criando água acumulada em diversos lugares como vasos de plantas vazios, pneus velhos, ou fossos de água abertos e não tratados, aliado a temperaturas altas constantes, oferecem condições propícias para a reprodução de mosquitos.

A problemática

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que milhões de pessoas terão sua saúde prejudicada se a temperatura mundial continuar a crescer. O aumento da temperatura ajudará na propagação de doenças originadas na água ou que são transmitidas por insetos, ou por efeitos relacionados com alimentação ou desastres ambientais.

Para o Dr. Carlos Corvalan, epidemiologista ambiental da OMS, em Genebra, a mudança climática pode ser considerada responsável pela morte de mais de um milhão de pessoas em nível global. Isto baseado em estudos da OMS que indicam que a partir do ano 2000, 150 mil pessoas morreram por causas ambientais relacionadas com mudança climática. Esta é uma subestimativa, segundo o Dr Corvalan, já que esse estudo se baseou em quatro grandes impactos: diarréia, malária, acidentes e desnutrição. Por outro lado, “as ondas de calor e a contaminação do ar devido às inversões térmicas geram problemas respiratórios e até a morte. Os idosos, os recém-nascidos e pessoas com problemas cardíacos ou respiratórios são os mais vulneráveis”, explica Corvalan. O exemplo mais redundante foi a onda de calor européia de 2003, que matou milhares de pessoas – algo em torno de 15 mil somente na França. “Isso foi um choque para o setor da saúde. Como era possível que os países europeus ricos, com bom sistema da saúde, pudessem sofrer tais impactos? A onda de calor foi uma surpresa, um evento inesperado, e mortal”, afirma o especialista, complementando que este já pode ser um evento resultante do atual aquecimento global e que segundo os meteorologistas esperam um aumento em ondas de calor futuramente. Os sistemas de saúde e as populações terão que estar preparados para evitar mortes desnecessárias.

Outra questão importante é que mudanças no clima podem alterar a distribuição de alguns vetores, a exemplo dos mosquitos transmissores da malária, zika, dengue, chicungunha e febre amarela, com novas direções ou ampliações do alcance geográfico de algumas espécies, e levar novas doenças em áreas sem uma infra-estrutura adequada para o atendimento. “Além disso, podem ocorrer alterações na produtividade agrícola e o abastecimento de alimentos pode ser afetado, principalmente nas regiões mais vulneráveis, tanto de forma direta no caso da seca, como indiretamente no caso de pragas em plantas e animais. Essa redução pode resultar em desnutrição e impactos na saúde a longo prazo, particularmente nas crianças”, diz o especialista da OMS.

A propagação de doenças

Segundo o Dr. Fernando Portela Câmara, chefe do Setor de Epidemiologia do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a influência climática pode ocasionar propagação de doenças. O aumento de temperatura em uma determinada região onde, por exemplo, o mosquito da dengue não se reproduz pode favorecer a reprodução deste favorecendo a expansão e ampliação da doença. Além disso, com o calor, os ovos transformam-se em mosquito mais rapidamente. O metabolismo do inseto também fica mais veloz e por isso precisa de mais alimento. Além disso, o vírus amadurece mais rápido no inseto: “a fêmea leva de 8 a 12 dias para se transformar num vetor do vírus. Com o aumento médio da temperatura local, isto poderá ocorrer em 5 a 6 dias, aumentando o potencial de transmissão do mosquito.”

Hoje a malária, considerada pela OMS a moléstia mais suscetível às variações climáticas, é responsável por aproximadamente 300 milhões de novas infecções por ano. “A malária mais grave é a provocada pelo Plasmodium falciparum, pois esse parasita se multiplica mais rápido no hospedeiro. Quanto mais hospedeiros se tem, mais se favorece a seleção natural das formas mais virulentas. A maioria das cidades do Terceiro Mundo são hoje megacidades, isto é, cidades com mais de 10 milhões de habitantes. Estas cidades com condições deficitárias de saneamento, higiene, remoção do lixo e água encanada, tornam o ambiente ideal para a transmissão de antigos microorganismos patogênicos revigorados por novas mutações. É ideal também para a invasão de patógenos vindos das florestas tropicais”, diz o Dr. Câmara.

Outra preocupação é com o surto do hantavírus, que nas Américas produzem infecção respiratória transmitida por urina, fezes, saliva e secreções de roedores. Nesse sentido, o médico explica que algumas patologias estarão mais propensas a se fortalecer. Fatores como inundações freqüentes podem fazer com que a população entre em contato com bactérias e vírus, normalmente encontrados apenas em esgotos. Essas enchentes podem causar um refluxo desses agentes microbianos causadores de diarréias, leptospiroses e problemas de pele.

Para o Dr Corvalan, o setor da saúde precisa se adaptar à alteração do clima: as evidências mostram que os piores impactos cairão sobre as comunidades mais pobres e com menos acesso à proteção contra as mudanças climáticas: as comunidades em áreas marginalizadas com riscos mais elevados do ambiente, em áreas suscetíveis à inundação ou seca, mais vulneráveis a outros eventos climáticos tais como tempestades e soterramentos.

Migração de doenças

Uma preocupação imediata com o surgimento do aquecimento global é a relativa à mudança de localidade de epidemias. Doenças que ocorriam somente em um determinado local, ou pelo menos com maior freqüência em um lugar particular, começam a se destacar em outros.

Independentemente das previsões futuras, casos de malária têm aparecido com mais freqüência em regiões onde praticamente a doença não existia. Em regiões mais quentes dos Estados Unidos, por exemplo, já existem espécies do Anopheles, mosquito que transmite a doença, e elas estão se espalhando para outras áreas do país. Entretanto, de acordo com o Dr. Câmara, alguns pesquisadores acreditam que esse fenômeno se dá muito mais pelo deslocamento de populações, do que pela alteração climática. “Por que a malária cresceu tanto no Brasil nos últimos anos? Porque existem muitas pessoas se deslocando para áreas endêmicas de malárias como, por exemplo, garimpo nas florestas e urbanização de Roraima e Rondônia. Evidentemente isso aumenta as possibilidades de ‘transporte’ do mosquito”, afirma o médico, ressaltando ainda que Rio de Janeiro ou São Paulo são cidades que não têm a presença do vetor, mas pode acontecer que veículos de carga em movimentação possa transportá-lo para zonas onde não existe atividade malárica.

Outro tema importante é que hoje se sabe que existem muitas formas graves de leishmaniose na Amazônia, mas que não se manifestam pela falta de um hospedeiro humano, permanecendo o protozoário apenas nos seus reservatórios naturais de manutenção, nos ciclos em que participam mosquitos, carrapatos, mamíferos e aves. “Se o ser humano invadir com freqüência tais nichos ecológicos, pode se infectar e espalhar o patógeno para outros grupamentos humanos. As pessoas saindo e viajando de um lado para o outro, para várias partes do País e do mundo podem carregar agentes infecciosos exóticos e espalhá-los para além dos seus ambientes naturais de transmissão.”

O Dr. Paulo Olzon Monteiro da Silva, clínico, infectologista e chefe da Disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), lembra que antigamente tínhamos as quatro estações do ano – primavera, verão, outono e inverno – bem definidas e conseqüentemente ocorria o desaparecimento temporário de determinadas patologias e a manifestação de outras. Casos como o de dengue tinham data certa: o verão. Entretanto, as mudanças no clima estão fazendo com que as manifestações das doenças permaneçam mais tempo em uma região, causando transtornos maiores à população.

O médico explica ainda que com o aumento de temperatura da Terra a tendência é de que os agentes transmissores de vírus e bactérias mudem de comportamento. “Antigamente o frio tinha início no mês de março, o que limitava o crescimento dos agentes transmissores. O ano passado, por exemplo, tivemos o primeiro dia frio em junho. Quando está mais quente, há um aumento da população de grande parte dos agentes infecciosos que se proliferam mais eficientemente”, esclarece o médico, indicando que a salmonela é a principal nesse grupo, produzindo infecções digestivas, com quadros de forte diarréia e vômito.

Recentemente falou-se do aumento do número de morcegos em regiões urbanas do estado de São Paulo. As razões para o aumento desses mamíferos na cidade são diversas. Uma das explicações é que nessas áreas eles têm poucos predadores naturais, como a cobra e o gavião, e encontram fartura de alimento. Em Pernambuco, Nordeste brasileiro, devido à destruição de seus habitats os morcegos, que costumavam viver em áreas rurais próximas às cidades, têm se adaptado ao espaço urbano e passado a viver em casas e galpões abandonados. A conseqüência imediata desse processo é o aumento no número de ataques a animais e humanos nas cidades. Vale lembrar que esse animal é um transmissor contumaz de raiva humana, além da histoplasmose (doença fúngica). Essa transmissão ocorre de duas maneiras: o morcego infecta o cão, que por sua vez transmite a raiva ao homem, ou o morcego ataca diretamente o mesmo. O Dr. Olzon explica ainda que o calor facilita a reprodução e o crescimento dos animais. A histoplasmose é transmitida pelas fezes dos morcegos, que podem ser inaladas em forma de poeira.

O aumento excessivo de chuvas também pode aumentar a proliferação de doenças ocasionadas por agentes infecciosos, como a leptospirose e a hepatite A. “Antes as chuvas se restringiam ao verão. Nos outros meses, de frio, só a mudança de temperatura já limitava o crescimento das doenças. Hoje dependendo da região, as chuvas podem ocorrer com mais freqüência e intensidade independente da estação do ano”.Como conseqüência do aquecimento é comum que o ar se torne mais seco, o que acaba afetando o aparelho respiratório. “Com a secura do ar, acontece a diminuição do muco que protege a mucosa dos brônquios e bronquíolos aumentando a incidência de infecções. Do mesmo modo, se as temperaturas se tornarem muito altas haverá tendências maiores de mortalidade entre os idosos, como já aconteceu na Europa e na América do Norte”, salienta o Dr. Olzon, justificando que o calor provoca a desnaturação de proteínas no corpo, desencadeando processos que levarão à morte, principalmente nos mais velhos.

Os poluentes agindo no organismo

O Dr. Olzon conta que existem substâncias contaminantes ambientais, como metais pesados (mercúrio, chumbo, cádmio) e os agrotóxicos, que agem sobre o organismo humano. São substâncias tóxicas, denominadas xenobióticos, que catalisam reações oxidativas e geram radicais livres, responsáveis por um efeito agressor tanto sobre o óvulo quanto sobre os espermatozóides, além de vários tecidos e órgãos. “Esses xenobióticos são ingeridos com os alimentos que comemos e atuam de forma nociva no organismo. Entretanto, as pesquisas ainda são muito novas e estudam a relação dessas substâncias com o câncer e doenças degenerativas.”

Outro exemplo comum é o do ozônio, substância tóxica emitida pelos veículos e que provoca problemas nas vias respiratórias, onde pode destruir células que auxiliam na defesa do organismo com muita intensidade. Concentrações superiores a 100mcg por m² na atmosfera podem causar aumento nos atendimentos hospitalares, principalmente de crianças. Para se ter uma idéia, a cada 10mcg a mais no ar, o número de atendimentos cresce em cerca de 3%.

Buscando soluções

Para o professor Ambrizzi é necessária uma maior conscientização da população e uma exigência maior sobre os governantes para que se tomem atitudes corretas e que beneficiem a todos a longo prazo, pois, apesar de a população ter diminuído o ritmo de crescimento, ainda assim tem crescido.

Para o especialista da OMS, antes de tudo é preciso que o tema faça parte da agenda política dos dirigentes, aumentando o interesse e a preocupação sobre o assunto. É importante considerar que os maiores impactos vão ocorrer em regiões mais pobres e grupos mais vulneráveis e sem estrutura de saúde adequada. As mudanças climáticas podem aumentar as desigualdades dentro de cada país e entre países. As principais ações do setor de saúde devem estar voltadas para avaliação das vulnerabilidades e opções de adaptação, para o desenvolvimento de estudos e pesquisas, para responder ao aumento da demanda por informações, à necessidade de comunicação, em especial com a população, e para a vigilância dos fatores de risco, de exposição e dos efeitos das mudanças climáticas na saúde. Além disso, é importante que o setor de saúde promova a implementação de ações e estratégias preventivas de responsabilidade de outros setores.

Nessa fase, acima de tudo, é fundamental o comprometimento com o meio ambiente para impedir danos ainda maiores. É uma questão de sobrevivência e de economia. A campanha de redução de emissões de gases do efeito estufa deve ser incentivada em todos os países do globo, não só pelos seus governantes, mas por cada indivíduo. Pequenas atitudes como deixar o carro em casa, reduzir o uso de energia elétrica em casas e lugares de trabalho, praticar a reciclagem podem pelo menos auxiliar na estagnação dos prejuízos ocasionados até o momento.

Nos últimos anos, vimos países assumindo metas ousadas e desafiadoras. Como por exemplo, o acordo entre China e Estados Unidos que prevê reduções bastante audaciosas para os próximos anos. Recentemente, a União Europeia também anunciou que pretende reduzir em 40% suas emissões até 2030.Essa forte atuação de países antes considerados “vilões” dos acordos globais pode ser a alavanca necessária para um acordo de fato eficiente em Paris. Para isso, é preciso que países como Brasil e Índia também indiquem que o caminho é esse. Neste momento, as metas ainda não são suficientes para atingirmos o objetivo de frear em 2 graus o aquecimento até 2100. As notícias de que a China tem reduzido o nível de combustíveis fósseis em sua matriz energética são empolgantes, mas vemos ainda países andando na contramão, o que nos mostra que o caminho que será trilhado enfrentará obstáculos ainda maiores, pois o clima não será favorável.  “As grandes cidades, importantes contribuintes de emissões de poluição, oferecem muitas possibilidades de ação. Sendo assim as populações urbanas, que são parte do problema, podem se transformar em parte da solução”, afirma Corvalan, acrescentando que o Brasil é um país grande, que cobre diversas zonas climáticas e necessitará de avaliações detalhadas de saúde ambiental para responder à mudança climática.

Ana Sodré

Sentir-se bem em fazer o bem… Sou antes de tudo um ser humano que ama a vida e estou sempre em busca de um mundo melhor. Atuei nos últimos 30 anos como empresária e editora, destacando três grandes publicações, a Revista Médico Repórter e o Jornal Hipócrates, atingindo a classe médica. E, por 2 anos a Revista Aimè, voltada para o público gay masculino, com venda em banca no âmbito nacional, sendo também distribuída na Argentina e em Portugal. A repercussão foi muito positiva, do qual recebi um prêmio Mulher Excelência 2009 - CIESP. Ao receber o convite para ser parte do Instituto - “Eu Causo”, foi como um raio de sol iluminando o meu horizonte… Envolvida na saúde, ao longo destes anos me deparei com diversas situações, oras boas, outras nem tanto, porém algo sempre me chamou a atenção, a fragilidade do Ser Humano. Pude perceber de perto, o quanto estamos vulneráveis mediante uma doença, quer seja em causa própria, ou de alguém da família, um amigo... Com base nessa premissa, agarro este projeto com o mesmo propósito: contribuir, através da informação, para um melhor estar! Estarei comprometida a identificar os avanços da medicina em prol da saúde, em responder as demandas da população; e vendo como as pessoas se conectam mais, me engajarei para que cada um de vocês utilize este portal, na certeza que irão encontrar um espaço acolhedor e aglutinador, para que juntos, possamos alcançar um estado de felicidade. Eu escolhi cuidar! … Eu causo!… E você?

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